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	<title>70 anos &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<description>Um Jornal que fala a língua do Brasil</description>
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	<title>70 anos &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Rio inicia vacinação contra nova cepa da covid-19 para idosos a partir de 70 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jun 2025 18:24:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS) começou nesta segunda-feira (2) a vacinar idosos a partir de 70 anos contra a variante JN.1 da covid-19. Este é o segundo grupo etário autorizado a receber o novo imunizante, que, segundo as autoridades sanitárias, é seguro, eficaz contra a cepa em circulação e essencial [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS) começou nesta segunda-feira (2) a vacinar idosos a partir de 70 anos contra a variante JN.1 da covid-19. Este é o segundo grupo etário autorizado a receber o novo imunizante, que, segundo as autoridades sanitárias, é seguro, eficaz contra a cepa em circulação e essencial para reduzir riscos de hospitalizações e mortes.</p>
<p>O avanço da campanha seguirá de forma escalonada, à medida que novas remessas de vacinas forem enviadas pelo Ministério da Saúde. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, o Rio apresenta um cenário epidemiológico “muito confortável”, com 98% da população vacinada contra a doença. “Precisamos manter essa cobertura. Já iniciamos também a vacinação domiciliar para pessoas acamadas. Qualquer paciente que não consiga sair da cama pode acessar sua equipe de saúde da família, pelo site da prefeitura, e agendar a aplicação em casa”, informou Soranz. A meta da SMS é imunizar cerca de 200 mil pessoas com 70 anos ou mais na capital fluminense.</p>
<p>Antes deste grupo, o município já havia iniciado a vacinação de idosos residentes em Instituições de Longa Permanência (ILPIs) e da população acima de 80 anos. O imunizante está disponível nas 240 unidades da Atenção Primária à Saúde — entre centros municipais de saúde e clínicas da família — e em dois polos de referência: o Super Centro Carioca de Vacinação, em Botafogo, aberto diariamente das 8h às 22h, e a unidade de Campo Grande, no ParkShoppingCampoGrande, que funciona de acordo com o horário do centro comercial.</p>
<p>A SMS também reforça a importância de atualizar a caderneta de vacinação com as demais campanhas sazonais. Estão disponíveis as vacinas contra influenza, febre amarela e sarampo. A vacinação contra a gripe contempla todas as pessoas a partir de seis meses de idade, enquanto os imunizantes contra sarampo e febre amarela são recomendados conforme o histórico vacinal e a avaliação individual de risco. A recomendação se dá após o registro de casos recentes dessas doenças em cidades e estados vizinhos.</p>
<p>A prefeitura mantém atualizadas as informações sobre o calendário e locais de vacinação no portal oficial, incentivando a população a manter a proteção em dia e evitar a disseminação de doenças imunopreveníveis.</p>
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		<title>Professor Dr. Babalawô Ivanir dos Santos Festeja 70 Anos, no Museu do Samba</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/professor-dr-babalawo-ivanir-dos-santos-festeja-70-anos-no-museu-do-samba/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jul 2024 14:41:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Variedades]]></category>
		<category><![CDATA[70 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Babalawô Ivanir dos Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[No dia 14 de julho, o Museu do Samba, lugar de memória, preservação e representatividade da cultura afro-brasileira, localizado na Mangueira, foi o cenário perfeito para a homenagem ao Professor Dr. Babalawô Ivanir dos Santos, que completou 70 anos. A festa reuniu amigos, muitos admiradores e figuras influentes de diversas áreas, refletindo sua longa e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 14 de julho, o Museu do Samba, lugar de memória, preservação e representatividade da cultura afro-brasileira, localizado na Mangueira, foi o cenário perfeito para a homenagem ao Professor Dr. Babalawô Ivanir dos Santos, que completou 70 anos. A festa reuniu amigos, muitos admiradores e figuras influentes de diversas áreas, refletindo sua longa e rica trajetória de vida e militância.</p>
<p>Muitos são os títulos e deferências ao professor, reconhecido por sua atuação em âmbito social, cultural, religioso e acadêmico, é uma referência na luta pelos direitos humanos e pela valorização das tradições afro-brasileiras. Durante o evento, foi compartilhado histórias de sua longa jornada, com slides e fotos,<strong> </strong>destacando a importância de garantir liberdade e dignidade para uma população marginalizada, frequentemente invisibilizada pela sociedade.</p>
<p>O Professor, que atuou em projetos que visam a reintegração social de jovens, ressaltou a urgência de olhar para aqueles que vivem à sombra das grades dos centros de reclusão. “São vidas que merecem ser ouvidas e valorizadas, não esquecidas”, afirmou Ivanir, emocionando seus convidados.</p>
<p>A comemoração contou com mais de 350 pessoas. Com representatividade, foi fortalecido ao som da Orquestra de Atabaques Alabê Fun Fun e Grupo de Samba Pede Teresa, e, finalizado com Coletivo Guri da Merck &#8211; Bateria Punho Forte. A festividade foi regada com uma típica feijoada carioca, a celebração foi também um tributo à cultura brasileira, reunindo músicos, artistas e intelectuais que, assim como Ivanir, dedicam suas vidas à promoção de um futuro mais justo e igualitário. Ou seja, a fusão perfeita.</p>
<p>Dos muitos convidados, um retrato de sua dimensão, construído há décadas &#8211; “Uma grande felicidade em celebrar a vida desse querido líder religioso e quadro político na luta por justiça social e igualdade racial. Melhor ainda é celebrar esse momento de vida ao lado do Kleber Lucas, da Helena Teodoro, da nossa griot e do Antônio Pitanga”, afirmou Benedita da Silva.</p>
<p>A comemoração, além de marcar uma data especial, serviu como uma reflexão. Ivanir dos Santos segue sendo uma voz potente na luta contra as desigualdades, lembrando a todos que a mudança começa por cada um. O encontro foi mais do que uma celebração, foi um gatilho para pontuar esperança e a força da comunidade.</p>
<p>Ativistas e personalidades negras, políticos, acadêmicos, intelectuais, culturais, religiosos, acadêmicos e políticos marcaram presença, como a gravidíssima Renata Souza, que declarou “Acompanho sua jornada, marcada pela defesa dos direitos humanos, dos povos de matriz africana e também sua sabedoria em ser um sacerdote presente e ativo na luta contra o racismo, LGBTfobia e a misoginia. Celebro os seus 70 anos e peço que os Orixás te banhem de axé, felicidades e caminhos abertos”. Outra parlamentar, também foi prestigiar o baluarte  &#8211; “Comemorando os 70 anos do meu querido amigo Ivanir dos Santos. Desejo muita saúde, paz e uma vida iluminada! Que sua luta contra as injustiças sociais continue nos inspirando”, declarou Marta Rocha.</p>
<p>Devidamente corroborado por outras lideranças  &#8211; “Uma honra festejar com esse mestre e parceiro. Meu maior respeito e consideração para esse irmão”, atestou o Pastor Kleber Lucas. &#8211; “Festa linda para comemorar 7.0 do nosso amigo, ativista e Baba Ivanir dos Santos. Parabéns e todas as bênçãos!”, defendeu Kênia Mello.</p>
<p>Vários elementos contribuíram para a festividade, ambiente repleto de alegria e emoção, fortalecendo a rede de solidariedade que caracteriza a militância de Ivanir dos Santos. Não foi apenas um marco na vida do professor, mas um lembrete de que a luta pela igualdade e pela justiça é contínua e deve ser abraçada por todos, como bem pontuou o ator Déo Garcez  &#8211; “Obrigado pela sua história e trajetória de resistência e caminhada cheia de ações concretas a partir da luta social, racial e reparação da nossa ancestralidade.”</p>
<p>Padre Gegê, Mãe Márcia Marçal, Mônica Francisco, EDUCAFRO, Okinga, Cláudia Vitalino (UNEGRO), Geraldo Coelho – da Frente Favela Brasil, Sergio Niskier, antropólogo Jacques D&#8217;Adesky, sacerdotes, Pastora Neuly Barros, fotógrafos Vantoen Pereira JR, Zezinho, Willian Reis – conselheiros do AfroReggae, Carolina Santos – roteirista da tv globo, a documentarista Viviane D’Avilla, Ana Paula Brasil  &#8211; Gerente de Valor Social na Globo, Totinho Capoeira, Mannu Ramos (Campos), Luna, Humberto Adami, da OAB, jornalistas, filhos, netos e uma gama de outras lideranças, passaram na tarde deste domingo</p>
<p>Ivanir tem uma jornada marcada por resistência, fé e luta, sua trajetória começou com a defesa das religiões de matriz africana, levando a fundar a CCIR e o CEAP. Espaços de resiliência e fortalecimento, no combate ao preconceito. O livro Marchar Não é Caminhar, se sua autoria é uma das muitas expressões dessa trajetória, refletindo as experiências, mas a história de todos aqueles que lutam por um mundo mais justo. “Este título encapsula a essência da minha vida: marchar é resistir, mas caminhar é transformar. Aos 70 anos, olho para trás com gratidão e para frente com esperança. Agradeço profundamente a todos que têm caminhado ao meu lado. Que possamos continuar essa jornada juntos, sempre com coragem e determinação”, declarou Ivanir.</p>
<p>Ivanir dos Santos permanece firme em sua missão de transformar a realidade social do Brasil, entrega um legado e é hoje a base de inspiração para futuras gerações.</p>
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		<title>Zico, a alegria da Gávea, completa 70 anos</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/zico-a-alegria-da-gavea-completa-70-anos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Mar 2023 14:35:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Esportes]]></category>
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					<description><![CDATA[Arthur Antunes Coimbra, ou simplesmente Zico, o maior ídolo da história do Flamengo, completa 70 anos nesta sexta-feira (3). O que mais pode ser dito sobre esse jogador, que em 1981 foi escolhido como o melhor do mundo pelo Diário 16 (jornal da Espanha) e pela revista Guerin Sportivo (Itália), jogando por um time brasileiro? Feito [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Arthur Antunes Coimbra, ou simplesmente Zico, o maior ídolo da história do Flamengo, completa 70 anos nesta sexta-feira (3). O que mais pode ser dito sobre esse jogador, que em 1981 foi escolhido como o melhor do mundo pelo Diário 16 (jornal da Espanha) e pela revista Guerin Sportivo (Itália), jogando por um time brasileiro? Feito que repetiu em 1983, na ocasião pela World Soccer (Inglaterra), numa época em que não havia tanta troca de informação entre o futebol do Brasil e o da Europa. Não é à toa que ele está no Hall da Fama da Fifa.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<figure id="attachment_58170" aria-describedby="caption-attachment-58170" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Zico-levanta-a-taca-da-Copa-Intercontinental-de-1981-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-58170" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Zico-levanta-a-taca-da-Copa-Intercontinental-de-1981-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C506&#038;ssl=1" alt="Zico, A Alegria Da Gávea, Completa 70 Anos - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="506" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Zico-levanta-a-taca-da-Copa-Intercontinental-de-1981-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Zico-levanta-a-taca-da-Copa-Intercontinental-de-1981-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C201&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Zico-levanta-a-taca-da-Copa-Intercontinental-de-1981-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C503&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58170" class="wp-caption-text">Zico levanta a taça da Copa Intercontinental de 1981, disputada entre os vencedores da Liga dos Campeões da Uefa e da Copa Libertadores. A partir do ano 2000 a Fifa começou a organizar o atual Campeonato Mundial de Clubes &#8211; Zico/Arquivo pessoal</figcaption></figure>
<p>Poderia elencar os muitos campeonatos que o Galinho de Quintino &#8211; bairro da zona norte da cidade do Rio &#8211; ajudou a conquistar, o total de gols, as lesões sofridas e as vezes em que entrou em campo machucado para não prejudicar a equipe &#8211; numa delas, em 1987, na  na reta final da Copa União, ele atuou nos quatro últimos jogos no sacrifício e operou o joelho no dia seguinte ao da vitória sobre o Internacional. Outra situação ímpar foi quando jogou pelo Rubro-Negro carioca na final do Brasileirão 1983, mesmo negociado para o futebol italiano. Valeria lembrar de quando Zico foi para a Udinese e brilhou na Itália. Depois, de passagem pelo Japão, virou ídolo, técnico até e comandante da seleção nipônica na Copa do Mundo da Alemanha (2006).</p>
<p>Quando Zico completou 60 anos, tive a honra de ser chamado pelo então diretor do Jornal dos Sports &#8211; periódico impresso em páginas cor de rosa, que circulou até 2010 &#8211; para contar a história do ídolo rubro-negro, tendo como fio condutor as primeiras páginas do jornal. Foram ao todo 60 capas, escolhidas pelo próprio Zico, desde a estreia dele em 1971 até a despedida em 1990. No dia do lançamento, agradeci a ele. “Agora nossas vidas se cruzaram para sempre”. Quem diria!</p>
<blockquote class="instagram-media" style="background: #FFF; border: 0; border-radius: 3px; box-shadow: 0 0 1px 0 rgba(0,0,0,0.5),0 1px 10px 0 rgba(0,0,0,0.15); margin: 1px; max-width: 540px; min-width: 326px; padding: 0; width: calc(100% - 2px);" data-instgrm-captioned="" data-instgrm-permalink="https://www.instagram.com/p/ClrA-gtuHEq/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" data-instgrm-version="14">
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<p>&nbsp;</p>
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<p style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; line-height: 17px; margin-bottom: 0; margin-top: 8px; overflow: hidden; padding: 8px 0 7px; text-align: center; text-overflow: ellipsis; white-space: nowrap;"><a style="color: #c9c8cd; font-family: Arial,sans-serif; font-size: 14px; font-style: normal; font-weight: normal; line-height: 17px; text-decoration: none;" href="https://www.instagram.com/p/ClrA-gtuHEq/?utm_source=ig_embed&amp;utm_campaign=loading" target="_blank" rel="noopener">Uma publicação compartilhada por Jornal dos Sports (@jornal.dos.sports)</a></p>
</div>
</blockquote>
<p><script async src="//www.instagram.com/embed.js"></script></p>
<p>Então, por que não falar do convívio pessoal? E lá se vão mais de 40 anos. Em 1982 eu era o repórter do Jornal dos Sports, e substituía os os repórteres setoristas de cada clube quando estavam de folga. A segunda-feira era o dia de cuidar do noticiário do Flamengo, que passei a acompanhar diariamente em 1983.</p>
<p>Em pouco tempo fiz amigos &#8211; Mozer, Cantarelli, Júnior, Leandro, Tita, Lico, Andrade, Adílio (tempo bom, não era?), mas com o Zico era diferente. E não por culpa dele, mas por respeito ao cara que era o ídolo daquele time. Vale dizer que, numa época em que não havia celular, nem a prática atual de se fazer fotos a todo instante, o dia em que o fotógrafo Jair Motta me deu uma foto (18 x 24cm), em  preto e branco, feita durante uma entrevista com o Zico, na casa dele, guardei como um troféu.</p>
<p>Zico foi para a Itália, voltou para o Flamengo, parou de jogar. E certa vez apareceu na praia de Copacabana, no Mundial de Beach Soccer. Eu o recebi e fomos caminhando para a arena de jogo e, enquanto falava, me deu um abraço. Parei na hora e ele perguntou o que tinha acontecido. “Você deve estar de brincadeira, né?”, perguntei a ele, que até se assustou. “Por quê?”. “Pô Zico, você é meu ídolo, cansei de estar ali na arquibancada gritando seu nome. E você me dá um abraço na frente de todo mundo?”. Confesso que continua sendo um dia inesquecível.</p>
<figure id="attachment_58169" aria-describedby="caption-attachment-58169" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Zico-ao-lado-o-jornalista-Sergio-du-Bocage-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-58169" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Zico-ao-lado-o-jornalista-Sergio-du-Bocage-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C765&#038;ssl=1" alt="Zico, A Alegria Da Gávea, Completa 70 Anos - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="765" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Zico-ao-lado-o-jornalista-Sergio-du-Bocage-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Zico-ao-lado-o-jornalista-Sergio-du-Bocage-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=296%2C300&amp;ssl=1 296w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Zico-ao-lado-o-jornalista-Sergio-du-Bocage-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=75%2C75&amp;ssl=1 75w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Zico-ao-lado-o-jornalista-Sergio-du-Bocage-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C761&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58169" class="wp-caption-text">Zico ao lado o jornalista Sergio du Bocage, autor do livro &#8217;60 capas&#8217;, que conta a história do ídolo rubro-negro, tendo como fio condutor as primeiras páginas do Jornal dos Sports &#8211; Zico/Acervo pessoal</figcaption></figure>
<h2>Galinho de Quintino abre o coração</h2>
<p>Zico é assim: simples nos atos, um cara sério e que não esconde os sentimentos. Virou amigo mesmo, e volta e meia eu até abuso dessa amizade. Como agora. Quarenta minutos de conversa sobre o que ele quase nunca fala. Ou sobre o que ele tinha vontade de falar.</p>
<p>“Eu, como técnico, não me lembro de terem me perguntado sobre qual o meu esquema de jogo preferido, o 4-4-2. Com ele a equipe fica mais equilibrada, com condições de bloquear melhor. Todo time que eu monto procuro implantar esse sistema, que compacta a equipe”, detalha o craque, agora treinador.</p>
<p>Que falha a nossa como jornalistas! Aliás, Zico lembra com saudades da cobertura da imprensa quando era jogador. “Eu até comprava cinco jornais, cada um falava uma coisa, os jornalistas procuravam uma notícia diferente, o furo de reportagem. Hoje é tudo igual, a internet faz com que as notícias sejam instantâneas e o jornal, no dia seguinte, fica parecendo velho”, reclamou. E foi adiante. “Comigo não tem isso de &#8216;falar em <em>off</em>&#8216; [quando o repórter se compromete em não divulgar o que o entrevistado revelou]. Se estou conversando com um jornalista, ele tem liberdade para publicar. E gosto mais das reportagens assinadas, quando o cara assume o que está escrevendo. Esse merece mais o meu respeito”, afirma.</p>
<figure id="attachment_58168" aria-describedby="caption-attachment-58168" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Sao-tantos-os-premios-e-trofeus-ao-longo-da-carreira-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-58168" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Sao-tantos-os-premios-e-trofeus-ao-longo-da-carreira-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Zico, A Alegria Da Gávea, Completa 70 Anos - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Sao-tantos-os-premios-e-trofeus-ao-longo-da-carreira-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Sao-tantos-os-premios-e-trofeus-ao-longo-da-carreira-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Sao-tantos-os-premios-e-trofeus-ao-longo-da-carreira-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58168" class="wp-caption-text">São tantos os prêmios e troféus ao longo da carreira, que Zico mantém um rico acervo em sua residência na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde foi entrevistado &#8211; Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Zico adora falar de futebol. “Se bobear, vejo até futebol de botão na TV”. Mas é quando fala da família, que não para de crescer, que o Galo se derrete. Filho de ‘Seu Antunes e de Dona Matilde’, casado com Sandra &#8211;  “o grande amor da minha vida desde 1975” &#8211;  pai de Arthur Júnior, Bruno e Thiago e avô de Felipe, Gabriel, Antônio, Arthur Neto, Alice, Larissa, Davi, Sofia e Tom, o Galinho não reluta em dizer que “ser filho, marido e pai é bom, mas ser avô é muito melhor”.</p>
<p>“A gente chega num momento da vida que sabe o que pode e o que não pode, é mais fácil. Como avô a gente reúne todas as experiências vividas, pode saber até onde vai, o que pode ser bom ou não para o neto, e ajudar o filho na educação deles. E não vem com esse papo de que avô deseduca. A gente educa com os atos, com o exemplo. Damos liberdade para uma coisa ou outra, mas até o limite do certo e do errado. As crianças de hoje são observadoras. Quando elas vêem que o avô não faz determinada coisa, elas sabem que aquilo é o mais certo”, ressalta o ídolo rubro-negro.</p>
<p>Pai de três filhos, a chegada de Alice, primeira menina da família que Zico estruturou com Sandra, foi marcante. “Olha, não tenho preferência por neto, mas confesso que é muito diferente quando o neto chama de &#8216;vô&#8217; e a neta de &#8216;vovô’“, derrete-se.</p>
<p>É lógico que futebol entra na conversa. Que gol você gostaria de ter feito na carreira? E a resposta é imediata: &#8220;“eu só queria ter feito o gol de empate naquela partida contra a Itália, em 1982. A gente ficou em cima deles o tempo todo, sofri uma marcação homem a homem em toda a partida, quase não tive chances. No final, o Oscar quase marcou de cabeça, teve gente achando que era eu no lance. Se eu pudesse voltar no tempo, e fazer mais um golzinho, seria naquela partida. De bico, de canela, de qualquer jeito”, assegura o craque.</p>
<figure id="attachment_58167" aria-describedby="caption-attachment-58167" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Eu-so-queria-ter-feito-o-gol-de-empate-naquela-partida-contra-a-Italia-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-58167" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Eu-so-queria-ter-feito-o-gol-de-empate-naquela-partida-contra-a-Italia-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C377&#038;ssl=1" alt="Zico, A Alegria Da Gávea, Completa 70 Anos - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="377" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Eu-so-queria-ter-feito-o-gol-de-empate-naquela-partida-contra-a-Italia-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Eu-so-queria-ter-feito-o-gol-de-empate-naquela-partida-contra-a-Italia-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C150&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Eu-so-queria-ter-feito-o-gol-de-empate-naquela-partida-contra-a-Italia-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=360%2C180&amp;ssl=1 360w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Eu-so-queria-ter-feito-o-gol-de-empate-naquela-partida-contra-a-Italia-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C375&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58167" class="wp-caption-text">&#8220;Eu só queria ter feito o gol de empate naquela partida contra a Itália, em 1982&#8221;, afirma o Galinho de Quintino, que integro seleção brasileira comandada na época pelo técnico Telê Santana &#8211; Arquivo CBF</figcaption></figure>
<p>E qual gol você lamenta não ter feito? Outra resposta imediata. “Essa é fácil de responder. O pênalti contra a França, na Copa de 1986. Aquele gol colocaria o Brasil na frente, se bem que ainda tinha jog e a França poderia empatar, mas acabei ficando com o ônus daquela eliminação. Vivo a mesma situação do Barbosa, da Copa de 1950. Aqui no Brasil a gente vive com isso. Dez erram, mas só um vira o boi de piranha. Eu aceito essa injustiça na boa, foi um erro de jogo, igual ao frango do goleiro, à furada do zagueiro. Não foi proposital, foi uma falha do jogo. Convivo muito bem com essa situação, porque sei que não tenho culpa pela eliminação”, ressalta.</p>
<p>Zico marcou 854 gols, 525 reconhecidos pela Fifa, o que o coloca em 14º lugar entre os maiores do mundo. Inclusive, lembra com detalhes de cada um deles. E o que ele considera um dos mais bonitos da carreira &#8211;  em 11 de maio de 1974, véspera do Dia das Mães, contra o Grêmio, no Maracanã &#8211; tem significado ainda maior. “Foi lindo e eu ainda pude homenagear minha mãe. O Geraldo lançou o Vanderlei [Luxemburgo] e ele cruzou na medida. Peguei de voleio, na veia. Quando o goleiro pulou, a bola já estava voltando. Se eu pegasse mal na bola, ela ia parar na arquibancada. Eu brinco com o Luxa até hoje, dizendo que ele só é lembrado como jogador por mim, nessa jogada. Ninguém mais fala dele”, provoca o Galinho com bom-humor.</p>
<p>Quando se trata de gols importantes, a lembrança de Zico é ainda mais imediata.</p>
<p>“Na final contra o Grêmio, no Brasileiro de 1982, a gente estava perdendo de 1 a 0 no Maracanã, e se houvesse empate no jogo da volta, em Porto Alegre, eles seriam campeões. Fiz o gol no finalzinho e depois conseguimos o título no Sul. Mas antes daquele jogo, teve outro contra o Santos, no Morumbi. A gente ganhou no Rio de 2 a 1 e estava perdendo de 1 a 0 quando o Leandro mandou na área. Eu estava de costas e cabeceei virando o corpo, torcendo para o Marola estar no meio do gol. Deu certo, empatamos e seguimos no campeonato. Mas não há dúvida alguma de que, para mim, o gol mais importante da carreira foi o segundo, de falta, em cima do Cobreloa, na final da Libertadores. Valeu um título inédito, Sul-Americano, nos permitiu lutar pelo Mundial. Sem contar a guerra que foi nos dois jogos anteriores. Foi uma campanha inesquecível”, recorda orgulhoso.</p>
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<figure id="attachment_58166" aria-describedby="caption-attachment-58166" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Eu-adorava-o-apelido-que-o-Celso-Garcia-colocou-em-mim-Alegria-da-Gavea-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-58166" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Eu-adorava-o-apelido-que-o-Celso-Garcia-colocou-em-mim-Alegria-da-Gavea-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Zico, A Alegria Da Gávea, Completa 70 Anos - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Eu-adorava-o-apelido-que-o-Celso-Garcia-colocou-em-mim-Alegria-da-Gavea-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Eu-adorava-o-apelido-que-o-Celso-Garcia-colocou-em-mim-Alegria-da-Gavea-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2023/03/03-Eu-adorava-o-apelido-que-o-Celso-Garcia-colocou-em-mim-Alegria-da-Gavea-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-58166" class="wp-caption-text">&#8220;Eu adorava o apelido que o Celso Garcia colocou em mim: Alegria da Gávea. Uma pena que não pegou, ficou mais o Galinho de Quintino”, revelou Zico &#8211; Tânia Rêgo/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>Como inesquecíveis, também, são as histórias engraçadas. “Pô, a gente estava fazendo uma preliminar no Maracanã, o jogo começava às 7h15 da noite, a galera só chegava no intervalo, vinha do trabalho. O estádio quase vazio, acho que foi contra o Campo Grande, sei lá. Mas o Luís Paulo fez o gol e saiu com o bocão aberto, gritando. Aí a perereca ( prótese dentária móvel) pulou. A galera na geral gritou na hora: &#8216;olha a perereca&#8217;. A gente caiu em cima dele pra festejar, e ele pedia pra gente se afastar, para não quebrar a perereca. Acabou achando. Outra aconteceu comigo, num Flamengo x Vasco. Estava chovendo e numa disputa de bola com o Orlando a minha aliança caiu. Era um clássico, não tinha como eu ficar procurando durante o jogo, ainda mais ali ao lado da pequena área. Quando a partida acabou, eu procurei o pessoal do Maracanã e pedi para procurarem. Lembro que não apagaram os refletores, nem ligaram o sistema de irrigação. Na quarta-feira, no jogo seguinte, me devolveram no vestiário”.</p>
<p>Zico nunca foi de brigar em campo, apesar de ter sofrido algumas jogadas violentas. “O Edinho, um dia, me deu uma cotovelada que arrancou um dente. O Guina me deu um pontapé na barriga, fui reclamar e o [árbitro] Wright me expulsou. Fazer o quê, né?”. Mas foi numa pelada, no interior de Minas Gerais, que o craque do Flamengo perdeu a linha. “Eu fui com o Juventude, de Quintino, participar de uma pelada em Leopoldina, campinho de terra. A gente sempre fazia esses jogos nas férias. No meio do campo do time deles tinha um cara com um braço só, que jogava pra cacete. Driblava todo mundo, tinha habilidade. Estava deitando! Veio pra cima de mim e cheguei junto, dei uma porrada nele, caímos um para cada lado”, conta às gargalhadas. “Ele levantou me xingando, me mandando tomar naquele lugar, mas o mais engraçado é que, mesmo com apenas uma mão, ele fazia o gesto. Primeiro, com a mão aberta, gesticulava para baixo. E depois, com a mão fechada, para cima. Ninguém acredita nessa história, mas é verdade”, assegura sem conter o riso.</p>
<p>A conversa vai chegando ao fim. Zico lembra que, no passado, deixou de fazer muita coisa por causa da fama. “Não podia ir com meus filhos ao teatro infantil, ao parque de diversões. Agora estou tentando fazer isso com os netos”. De arrependimento, apenas um projeto, o filme “Uma aventura do Zico”, de 1999. “Não gostei, só aceitei porque foi um pedido do amigo Luís Carlos Barreto. Não foi bem elaborado, não era aquilo que eu queria. Se houvesse algo que eu pudesse trocar na minha vida, eu certamente não teria feito aquele filme”, lamenta.</p>
<p>E como o Zico gosta de ser chamado?</p>
<p>“Em casa a Sandra me chama de &#8216;filho&#8217;. Meus amigos me chamam de Galo, Galinho. Engraçado que, na rua, o cara passa por mim, nunca me viu e bate no ombro: &#8216;e aí, Galo?&#8217;, na maior intimidade. O Zico parece que ficou mais com o torcedor mesmo. Mas quer saber? Eu adorava o apelido que o Celso Garcia colocou em mim: Alegria da Gávea. Uma pena que não pegou, ficou mais o Galinho de Quintino”.</p>
<p>Entenderam, agora, o motivo do título? E cá entre nós, Alegria da Gávea tem tudo a ver com o Zico.</p>
<p><em>* Sergio du Bocage é apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil</em></p>
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		<title>Impa comemora 70 anos e quer maior aproximação com a sociedade</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/impa-comemora-70-anos-e-quer-maior-aproximacao-com-a-sociedade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Jan 2022 16:27:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[70 anos]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[IMPA]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Expresso Carioca]]></category>
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					<description><![CDATA[Maior aproximação com a sociedade é o objetivo principal da série de iniciativas que o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) está lançando para comemorar os 70 anos de fundação, que serão completados em 15 de outubro. Para marcar o início das comemorações, o instituto promove hoje (18), às 14h, a live “IMPA 70 anos: passado, presente e futuro”, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Maior aproximação com a sociedade é o objetivo principal da série de iniciativas que o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) está lançando para comemorar os 70 anos de fundação, que serão completados em 15 de outubro. Para marcar o início das comemorações, o instituto promove hoje (18), às 14h, a <em>live</em> “IMPA 70 anos: passado, presente e futuro”, que será transmitida na página do instituto no <a href="https://www.youtube.com/user/impabr" target="_blank" rel="noopener">YouTube</a>. Participam da conversa o diretor-geral do Impa, Marcelo Viana, o diretor adjunto e coordenador-geral da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), Claudio Landim, e os pesquisadores Artur Avila e Carolina Araujo.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>“O Impa se tornou uma instituição conhecida da sociedade. Organizamos uma olimpíada (Obmep) que movimenta 20 milhões de crianças a cada ano. A gente tem acesso a essas crianças, às famílias, aos professores. É muito mais, a essa altura, do que um instituto de pesquisa e formação de pós-graduação”, disse Marcelo Viana à <strong>Agência Brasil.</strong></p>
<p>A ideia é que a comemoração dos 70 anos não seja festa de um pequeno grupo, mas partilhada com a sociedade, afirmou. O aniversário será comemorado ao longo do ano, tentando atingir todos os segmentos que recebam impacto do trabalho do Impa. “Eu acho que posso resumir em três palavras: passado, presente e futuro”, acrescentou Viana. Os preparativos vão lembrar o passado do instituto, com homenagens a seus fundadores e antigos pesquisadores. “Você chega aos 70 anos e atinge uma maturidade, como o Impa atingiu, então deve comemorar as realizações que ocorreram nesse período, os nossos pioneiros. Esse é o passado, mas não é o nosso foco”.</p>
<h2>Presente</h2>
<p>O presente traz desafios mas, ao mesmo tempo, está cheio de coisas boas, destacou o diretor-geral. Em 2022, estão sendo retomadas as atividades presenciais. “É quase um voltar à vida”. A Obmep, da mesma forma, voltará a realizar solenidades de premiação. O programa de formação de alunos e professores também retorna ao formato presencial. Marcelo Viana informou que o Centro de Projetos e Inovação em Matemática Industrial, lançado no ano passado, já funciona este ano resolvendo problemas concretos da indústria, em parceria com empresas. O novo <em>campus</em>, cuja construção foi iniciada em 2021, vai avançar da mesma forma em 2022. Em razão da pandemia, o <em>campus</em> só deve ser concluído em 2024.</p>
<figure id="attachment_44791" aria-describedby="caption-attachment-44791" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/18-IMPA-lanca-serie-de-iniciativas-para-comemorar-seus-70-anos-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?ssl=1"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-44791" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/18-IMPA-lanca-serie-de-iniciativas-para-comemorar-seus-70-anos-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C566&#038;ssl=1" alt="IMPA Lança Série De Iniciativas Para Comemorar Seus 70 Anos - Jornal Expresso Carioca - Expresso Carioca" width="754" height="566" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/18-IMPA-lanca-serie-de-iniciativas-para-comemorar-seus-70-anos-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/18-IMPA-lanca-serie-de-iniciativas-para-comemorar-seus-70-anos-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2022/01/18-IMPA-lanca-serie-de-iniciativas-para-comemorar-seus-70-anos-Jornal-Expresso-Carioca-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C563&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /></a><figcaption id="caption-attachment-44791" class="wp-caption-text">IMPA lança série de iniciativas para comemorar seus 70 anos &#8211; ASCOM IMPA</figcaption></figure>
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<p>Em relação ao futuro, Marcelo Viana disse que é preciso pensar como vai ser o Impa nas próximas décadas e qual contribuição ele pode dar à sociedade. “Isso significa apostar muito nos jovens, com programação voltada para eles, que ajude a desmistificar a matemática, a trazer pessoas &#8211; jovens e não jovens &#8211; para aproveitar a matéria”.</p>
<p>Em outubro, o Impa vai promover o Festival Nacional de Matemática, repetindo evento realizado em 2017 que, em quatro dias, atraiu cerca de 20 mil visitantes. O festival será na Marina da Glória, no Aterro do Flamengo, com perfil  voltado para a sociedade e que trata a matemática pelo lado lúdico, como forma de entretenimento e lazer.</p>
<h2>Cientistas</h2>
<p>Haverá ainda conferência científica, que começa dia 17 de outubro, com participação de prêmios Nobel de Matemática e ganhadores da medalha Fields, voltada para o público profissional da área. “Vai ser um ano inteiro com a visão de que o aniversário do Impa já não pertence só a ele, mas a toda a sociedade&#8221;.</p>
<p>Entre pontos importantes da história do Impa que serão lembrados durante o ano estão sua fundação, internacionalização, conquista da medalha Fields (considerada o prêmio Nobel da matemática) e a promoção do Brasil no Grupo 5 da União Matemática Internacional (IMU, na sigla em inglês). Será debatida também a ampliação da Obmep.</p>
<p>Com apenas duas pesquisadoras do sexo feminino e 41 pesquisadores, o Impa está consciente da necessidade de abertura para a diversidade de gênero, bem como outras diversidades. Para Marcelo Viana, é necessário criar mecanismos e atitudes que favoreçam a diversidade, particularmente no Impa. “Eu gostaria muito de dizer que batemos o recorde em presença feminina. Mas não é simples porque, em todo o mundo, a carreira científica na área de ciências exatas atrai pouco as mulheres”.</p>
<p>Segundo Viana, fatores socioculturais estão no centro dessa questão já que, em muitas casas, os meninos são mais incentivados a seguir carreiras de ciências exatas do que as meninas. Há uma perspectiva errônea de que mulheres são menos competitivas e análises como essa acabam influenciando as meninas quando vão decidir que carreira seguir.</p>
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