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	<title>20 anos Crimes de Maio &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>20 anos Crimes de Maio &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Movimento Mães de Maio articula proposta de lei nacional contra violência policial</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/movimento-maes-de-maio-articula-proposta-de-lei-nacional-contra-violencia-policial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ramon Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 13:52:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[O movimento Mães de Maio apresentou uma proposta legislativa voltada ao enfrentamento da violência policial e à proteção de familiares de vítimas de ações do Estado. A iniciativa busca criar mecanismos permanentes de assistência social, reparação e acolhimento para mães e parentes atingidos pela violência institucional em diferentes regiões do país. Criado após os chamados [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O movimento Mães de Maio apresentou uma proposta legislativa voltada ao enfrentamento da violência policial e à proteção de familiares de vítimas de ações do Estado. A iniciativa busca criar mecanismos permanentes de assistência social, reparação e acolhimento para mães e parentes atingidos pela violência institucional em diferentes regiões do país.</p>
<p>Criado após os chamados Crimes de Maio de 2006, em São Paulo, o movimento se tornou uma das principais referências nacionais na denúncia da letalidade policial e da impunidade em casos envolvendo agentes de segurança pública. Naquele período, uma onda de confrontos e execuções deixou ao menos 564 mortos e 110 feridos em várias cidades paulistas, segundo levantamentos citados por entidades de direitos humanos. A maior parte das vítimas era formada por jovens negros e moradores das periferias.</p>
<p>A proposta defendida pelo grupo ficou conhecida como “Lei Mães de Maio”. O texto prevê a criação de um programa nacional de enfrentamento aos impactos causados pela violência institucional, incluindo apoio psicológico, assistência social e medidas de proteção para familiares de vítimas e sobreviventes de ações violentas praticadas por agentes do Estado.</p>
<figure id="attachment_90584" aria-describedby="caption-attachment-90584" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-90584" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/12-Debora-Maria-da-Silva-e-uma-das-fundadoras-do-movimento-Maes-de-Maio-Expresso-Carioca.webp?resize=754%2C503&#038;ssl=1" alt="Débora Maria da Silva é uma das fundadoras do movimento Mães de Maio, rede formada por mães, familiares e amigos de vítimas da violência do Estado - Paulo Pinto/Agência Brasil" width="754" height="503" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/12-Debora-Maria-da-Silva-e-uma-das-fundadoras-do-movimento-Maes-de-Maio-Expresso-Carioca.webp?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/12-Debora-Maria-da-Silva-e-uma-das-fundadoras-do-movimento-Maes-de-Maio-Expresso-Carioca.webp?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/12-Debora-Maria-da-Silva-e-uma-das-fundadoras-do-movimento-Maes-de-Maio-Expresso-Carioca.webp?resize=150%2C100&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/05/12-Debora-Maria-da-Silva-e-uma-das-fundadoras-do-movimento-Maes-de-Maio-Expresso-Carioca.webp?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-90584" class="wp-caption-text">Débora Maria da Silva é uma das fundadoras do movimento Mães de Maio, rede formada por mães, familiares e amigos de vítimas da violência do Estado &#8211; Paulo Pinto/Agência Brasil</figcaption></figure>
<p>As integrantes do movimento afirmam que muitas famílias enfrentam não apenas a perda dos filhos e parentes, mas também dificuldades financeiras, adoecimento emocional e falta de apoio estatal após os episódios de violência. Segundo o grupo, o objetivo da proposta é impedir a revitimização dessas famílias e garantir políticas públicas permanentes de reparação e memória.</p>
<p>A fundadora do movimento, Débora Silva Maria, transformou a morte do filho, Edson Rogério Silva dos Santos, assassinado em maio de 2006 na Baixada Santista, em uma mobilização nacional por justiça e direitos humanos. Desde então, o coletivo passou a reunir mães e familiares de vítimas de violência policial em diferentes estados brasileiros.</p>
<p>Além da proposta legislativa, o movimento tem atuado em diversas frentes nacionais e internacionais. Recentemente, organizações ligadas ao grupo encaminharam denúncias à Organização das Nações Unidas cobrando providências do Estado brasileiro em relação aos Crimes de Maio e à continuidade da violência policial no país. As entidades pedem reconhecimento oficial das violações de direitos humanos, responsabilização dos envolvidos e medidas para reduzir a letalidade policial.</p>
<p>Entre as reivindicações apresentadas estão o fortalecimento do controle externo das polícias, criação de políticas de redução da violência policial, reparação às famílias das vítimas e reconhecimento dos Crimes de Maio como graves violações de direitos humanos. O movimento também defende que os casos sejam considerados imprescritíveis, permitindo a continuidade das investigações e eventuais responsabilizações judiciais.</p>
<p>Especialistas em direitos humanos avaliam que o debate sobre violência institucional ganhou maior visibilidade nos últimos anos diante do aumento das operações policiais letais em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Pesquisadores apontam que o Brasil segue registrando elevados índices de mortes decorrentes de intervenção policial, principalmente em áreas periféricas e comunidades vulneráveis.</p>
<p>Para o movimento Mães de Maio, a proposta de lei representa uma tentativa de transformar o luto das famílias em instrumento de mobilização social e construção de políticas públicas voltadas à prevenção da violência de Estado e à garantia de direitos para as vítimas e seus familiares.</p>
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		<title>Especialista aponta permanência de práticas da ditadura na segurança pública brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lucio Antunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2026 13:30:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[O sistema de segurança pública brasileiro ainda carrega estruturas, métodos e práticas originados durante o período da ditadura militar, segundo análises de especialistas da área. A avaliação reforça o debate sobre a permanência de modelos de atuação policial marcados pela militarização, pela violência institucional e pela dificuldade de controle externo das corporações. Pesquisadores e estudiosos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O sistema de segurança pública brasileiro ainda carrega estruturas, métodos e práticas originados durante o período da ditadura militar, segundo análises de especialistas da área. A avaliação reforça o debate sobre a permanência de modelos de atuação policial marcados pela militarização, pela violência institucional e pela dificuldade de controle externo das corporações.</p>
<p>Pesquisadores e estudiosos da segurança pública afirmam que, mesmo após a redemocratização do país, parte significativa da estrutura policial brasileira permaneceu praticamente inalterada. Entre os pontos mais criticados estão a lógica de enfrentamento baseada na ideia de “guerra ao inimigo”, a autonomia excessiva de determinados setores das forças policiais e a ausência de mecanismos mais rígidos de fiscalização e responsabilização.</p>
<p>De acordo com especialistas, a Constituição Federal de 1988 preservou elementos do modelo implantado durante o regime militar, especialmente na organização das polícias militares estaduais. A manutenção dessa estrutura teria contribuído para consolidar práticas operacionais centradas no confronto armado e no uso frequente da força letal em territórios periféricos e comunidades vulneráveis.</p>
<p>Outro aspecto destacado é a dificuldade dos governos estaduais em exercer controle efetivo sobre as corporações policiais. Pesquisadores apontam que as instituições possuem elevado grau de autonomia interna, o que limita mudanças profundas na política de segurança pública e dificulta a implementação de estratégias voltadas à prevenção da violência e à proteção de direitos civis.</p>
<p>O debate também envolve críticas ao sistema fragmentado de segurança pública do Brasil. Especialistas argumentam que a falta de integração entre órgãos de investigação, policiamento ostensivo, inteligência e sistema penitenciário compromete a eficiência das ações e favorece disputas institucionais. Para estudiosos do setor, o país ainda não conseguiu consolidar um modelo nacional articulado e alinhado aos princípios democráticos.</p>
<p>As discussões ganharam força nos últimos anos diante do aumento das operações policiais letais e das denúncias de abusos cometidos por agentes de segurança. Organizações de direitos humanos e pesquisadores afirmam que a cultura institucional herdada da ditadura contribui para a naturalização da violência policial e da impunidade em casos de mortes durante operações.</p>
<p>Especialistas também defendem a ampliação de mecanismos de transparência, controle externo e formação humanizada dos agentes de segurança como caminhos para modernizar o sistema brasileiro. Entre as propostas debatidas estão a revisão do modelo militarizado das polícias, maior integração entre forças de segurança e investimentos em inteligência e prevenção social da violência.</p>
<p>Para estudiosos da área, o desafio do Brasil não se resume ao combate à criminalidade, mas envolve também a construção de um sistema de segurança compatível com os princípios do Estado democrático de direito, capaz de garantir proteção à população sem reproduzir práticas autoritárias do passado.</p>
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