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	<title>1.133 municípios monitorados &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Cemaden planeja expandir monitoramento contra desastres em 70% até 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eliane Gervasio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Dec 2024 14:23:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) está se preparando para ampliar em 70% o número de municípios monitorados contra desastres naturais, com a meta de alcançar 1.972 localidades até 2026. A iniciativa é uma resposta ao aumento de eventos climáticos extremos em todo o Brasil, intensificados pelas mudanças climáticas. Atualmente, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) está se preparando para ampliar em 70% o número de municípios monitorados contra desastres naturais, com a meta de alcançar 1.972 localidades até 2026. A iniciativa é uma resposta ao aumento de eventos climáticos extremos em todo o Brasil, intensificados pelas mudanças climáticas.</p>
<p>Atualmente, o Cemaden opera com 1.133 municípios monitorados por uma rede de pluviômetros automatizados, além de radares e satélites que fornecem dados quase em tempo real. A capacidade de prever e emitir alertas para deslizamentos de terra, inundações e outros eventos adversos é um dos pilares da atuação do centro, localizado em São José dos Campos (SP).</p>
<p>“Nosso alerta não é apenas sobre chuva forte, mas sobre o risco específico, seja deslizamento, alagamento ou enchente de rio. O objetivo é informar as defesas civis com a maior precisão possível, permitindo ações rápidas para proteger vidas”, explica Marcelo Seluchi, coordenador-geral de Operações do Cemaden.</p>
<h3><strong>Como Funciona o Monitoramento</strong></h3>
<p>A partir de dados meteorológicos e mapas de risco, o Cemaden utiliza sensores para monitorar condições como intensidade da chuva, descargas elétricas e saturação do solo. Informações sobre precipitações, atualizadas a cada dez minutos, são essenciais para antecipar possíveis desastres.</p>
<p>“Quando identificamos chuvas intensas ou solos saturados, emitimos alertas em até 20 minutos para as defesas civis locais. Cada segundo é crucial para organizar evacuações e preparar abrigos”, afirma Seluchi.</p>
<p>O monitoramento do solo é reforçado por sensores geotécnicos instalados em áreas estratégicas. Esses equipamentos medem a umidade em profundidades de até três metros, auxiliando na previsão de deslizamentos. Atualmente, cerca de 100 locais utilizam essa tecnologia, mas o objetivo é expandir sua aplicação.</p>
<h3><strong>Ampliação do Alcance</strong></h3>
<p>Com eventos extremos se tornando mais frequentes e atingindo regiões anteriormente seguras, como partes do Rio Grande do Sul, a necessidade de aumentar o monitoramento é evidente. A enchente que atingiu o estado no início de 2024 reforçou a urgência de expandir a rede.</p>
<p>Segundo Seluchi, para incluir novos municípios, é necessário realizar levantamentos de áreas de risco, adquirir mais equipamentos e contratar pessoal qualificado. “Estamos ganhando reforços com um concurso público, mas ainda precisamos de mais recursos para atender quase 2 mil municípios sem comprometer a qualidade do trabalho”, explica.</p>
<h3><strong>Impactos das Mudanças Climáticas</strong></h3>
<p>O Cemaden alerta que as mudanças climáticas têm agravado a frequência e a intensidade de eventos extremos, ampliando as áreas vulneráveis. “Cidades que antes não enfrentavam grandes desastres agora precisam ser monitoradas, devido ao aumento de fenômenos climáticos intensos”, conclui Seluchi.</p>
<p>Com o compromisso de proteger vidas e minimizar danos, o Cemaden segue investindo em tecnologia e estratégias para enfrentar os desafios do clima no Brasil. A expansão da rede de monitoramento representa um passo essencial na preparação para um futuro de extremos climáticos.</p>
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