A Rússia voltou a atacar diversas regiões da Ucrânia nesta quinta-feira (10), utilizando mísseis hipersônicos Kinzhal, mísseis teleguiados S-300 e S-400, além de 67 drones. Segundo comunicado da Força Aérea ucraniana, 52 drones foram interceptados pelas defesas antiaéreas, enquanto 15 conseguiram atingir nove localidades diferentes.
Entre os drones utilizados, 40 eram do tipo kamikaze Shahed, conhecidos por não retornarem após o ataque. As autoridades ucranianas informaram que o objetivo da ofensiva foi, novamente, destruir infraestruturas energéticas e logísticas em diversas partes do país.
Em contrapartida, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter abatido 71 drones ucranianos em dez regiões, incluindo a Crimeia, território anexado em 2014. De acordo com o órgão, 29 drones foram interceptados na região de Briansk, sete em Kursk, três na Crimeia e outros sete sobre o Mar Negro.
Os ataques ocorrem em meio à escalada de ações ofensivas dos dois lados, com a Ucrânia buscando enfraquecer o reabastecimento do Exército russo e comprometer a exportação de petróleo e derivados, uma das principais fontes de financiamento de Moscou.
A guerra, que começou em 24 de fevereiro de 2022, segue sem perspectivas de cessar-fogo, com as forças russas intensificando o uso de armas de alta tecnologia, como os mísseis hipersônicos, capazes de atingir velocidades superiores a Mach 10 (dez vezes a velocidade do som).







