O Rio de Janeiro volta a integrar oficialmente o calendário da moda nacional com a estreia da Rio Fashion Week, marcada para acontecer de 15 a 18 de abril, com abertura oficial no dia 14. O evento será realizado no Pier Mauá, na região portuária, transformado em um grande polo criativo que reunirá desfiles, fóruns internacionais, rodadas de negócios, festas, red carpet, exposições e experiências gastronômicas.
Idealizada pela IMM, empresa responsável por eventos como o Rio Open e o São Paulo Fashion Week, a nova semana de moda surge com a proposta de unir espetáculo, estratégia comercial e projeção global. A iniciativa conta com patrocínio da Prefeitura do Rio e nasce com o objetivo de reposicionar a cidade como protagonista no cenário fashion internacional.
Segundo Alan Adler, CEO da IMM, a criação do evento reforça a identidade criativa do Rio e sua tradição como vitrine natural da moda brasileira. A proposta é inserir a capital fluminense novamente no circuito dos grandes encontros internacionais do setor.
Marcas nacionais e estreias inéditas no Brasil
Cerca de 20 grifes de diferentes regiões do país já confirmaram participação. Entre os nomes anunciados estão Adidas, Osklen, Misci, Salinas, Blueman e Lenny Niemeyer, além de outras etiquetas consolidadas e autorais.
O evento também marcará a estreia de três marcas em temporadas brasileiras: Argalji, da estilista carioca Monique Argalji; Hisha, criada pela bordadeira mineira Giovanna Resende; e Karoline Vitto, designer catarinense radicada em Londres, conhecida por suas coleções que valorizam a diversidade de corpos e que já desfilaram na London Fashion Week.
Conteúdo, negócios e integração com São Paulo
A programação será distribuída por três armazéns do Pier Mauá e pelo edifício do Touring, ícone da arquitetura Art Déco recentemente revitalizado. Além dos desfiles, o evento contará com uma agenda de debates com profissionais da alta moda internacional, abordando temas como internacionalização de marcas, construção de imagem global e posicionamento estratégico.
Uma área dedicada ao networking promoverá encontros estruturados entre criadores, compradores e representantes da indústria. O Rio Fashion Week também terá salão de negócios, reforçando o compromisso com resultados comerciais e expansão de mercado.
Com a chegada do novo evento, o calendário oficial da moda brasileira passa a operar de forma complementar. O São Paulo Fashion Week mantém sua realização no segundo semestre, enquanto o Rio Fashion Week ocupará o primeiro semestre, fortalecendo a presença do Brasil no circuito internacional.
Impacto econômico e projeção internacional
A Prefeitura do Rio estima que a primeira edição movimente mais de R$ 200 milhões na economia local, com geração de aproximadamente 8 mil empregos diretos e indiretos, além de ações de capacitação para jovens interessados no setor. A expectativa é que o evento possa gerar até R$ 1 bilhão em mídia espontânea para a cidade.
Para Eduardo Paes, prefeito do Rio, o evento reafirma a capacidade da capital fluminense de transformar cultura em projeção internacional e desenvolvimento econômico. Já representantes da gestão municipal destacam que a moda movimenta uma cadeia produtiva ampla, que envolve profissionais da indústria têxtil, beleza, comunicação, cenografia, varejo e turismo.
A venda de ingressos começa em 11 de março, com pré-venda exclusiva para clientes C6 Bank a partir do dia 9.
Em um momento de crescente interesse global pela criatividade brasileira, o Rio aposta na força da sua identidade cultural para se consolidar como uma das principais plataformas da moda na América Latina.







