O rendimento médio real mensal dos brasileiros chegou a R$ 3.057 em 2024 — o maior valor registrado desde o início da série histórica da Pnad Contínua, do IBGE, em 2012. O número representa um crescimento de 2,9% em relação a 2023 e supera o recorde anterior, de R$ 2.974.
O avanço foi impulsionado principalmente pelo crescimento da renda do trabalho, que atingiu R$ 3.225 em média, também um recorde. Segundo o IBGE, 47% da população com 14 anos ou mais têm rendimento recorrente por atividade laboral, o maior percentual já registrado, totalizando 101,9 milhões de pessoas.
Outro destaque da pesquisa foi a alta no rendimento mensal real domiciliar per capita, que chegou a R$ 2.020 em 2024 — aumento de 4,7% em relação ao ano anterior e de 19,1% desde 2012. Ao todo, a massa de rendimento domiciliar no Brasil alcançou R$ 438,3 bilhões mensais, novo recorde, com quase 75% desse valor vindo do trabalho.
A participação da população com alguma fonte de renda também cresceu: 66,1% dos brasileiros tinham algum rendimento em 2024, frente a 64,9% no ano anterior.
Os dados revelam um cenário de recuperação econômica e fortalecimento do mercado de trabalho, especialmente após os impactos da pandemia. O Sudeste concentrou quase metade da massa de rendimentos, com R$ 217,4 bilhões, seguido por Sul e Nordeste. As regiões com maior crescimento percentual foram Nordeste (11,1%) e Sul (11,9%).







