Um levantamento internacional revelou que grande parte dos trabalhadores associa o consumo de alimentos ultraprocessados a riscos para a saúde. A pesquisa, realizada em seis países, aponta que mais de 70% dos entrevistados consideram esse tipo de produto prejudicial ao bem-estar físico.
O estudo, chamado Food Experience Tracker e conduzido pela empresa Sodexo, ouviu mais de 5 mil trabalhadores em países como Brasil, Chile, China, Estados Unidos, França e Reino Unido. No Brasil, 78% dos participantes afirmaram ver os ultraprocessados como um risco, mesmo reconhecendo que esses alimentos oferecem praticidade no cotidiano.
Os resultados também indicam uma mudança de comportamento no ambiente corporativo. Segundo a pesquisa, cresce entre os funcionários a busca por refeições mais equilibradas, com preferência por ingredientes frescos, locais e sazonais. Essa tendência tem ampliado a importância de restaurantes e serviços de alimentação dentro das empresas.
A diretora de marketing da Sodexo Brasil, Cinthia Lira, destacou que as escolhas alimentares estão cada vez mais relacionadas às expectativas dos trabalhadores em relação às empresas. “Temos visto que colaboradores demonstram maior disposição para deixar organizações que não adotam práticas sustentáveis”, afirmou.
De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde, os ultraprocessados são formulações industriais feitas a partir de ingredientes derivados de alimentos ou produzidos em laboratório, incluindo corantes, aromatizantes e realçadores de sabor. Esses produtos costumam apresentar altos níveis de açúcar, sal e gordura, além de substâncias utilizadas para prolongar a durabilidade e intensificar sabor e textura.
O guia também alerta que o consumo frequente desses alimentos pode estimular ingestão excessiva de calorias e está associado ao aumento do risco de doenças crônicas, como obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares.
Os resultados da pesquisa reforçam o debate sobre a qualidade da alimentação no cotidiano profissional e apontam para uma crescente preocupação com hábitos alimentares mais saudáveis entre trabalhadores em diferentes partes do mundo.







