O papa Leão, em sua primeira entrevista à imprensa desde que assumiu o pontificado, fez críticas aos pacotes de remuneração de executivos, como o plano de US$ 1 trilhão da Tesla para Elon Musk, classificando-os como um reflexo preocupante da desigualdade global.
“Há 60 anos, CEOs ganhavam de quatro a seis vezes mais do que um trabalhador comum. Hoje, recebem até 600 vezes mais”, afirmou. “Se essa é a única coisa que tem valor, então estamos em um grande problema.”
Natural de Chicago e eleito em maio para suceder o papa Francisco, Leão também questionou a eficácia da ONU, dizendo que a organização “perdeu sua capacidade de reunir as pessoas em questões multilaterais”.
O pontífice contou ainda que se sentiu inicialmente mais preparado para liderar espiritualmente os 1,4 bilhão de católicos do mundo, mas menos para exercer o papel diplomático. “O aspecto totalmente novo deste trabalho é ser lançado ao nível de líder mundial. Estou aprendendo muito e me sentindo desafiado, mas não sobrecarregado”, afirmou.
Leão relembrou também seu período como missionário no Peru e falou sobre a expectativa de que a paz prevaleça no conflito entre Rússia e Ucrânia, que já dura três anos.







