O Rio de Janeiro volta ao centro das atenções internacionais neste domingo (6) e segunda-feira (7), com a cúpula do Brics, sob presidência do Brasil. Mas afinal, o que é o Brics e por que ele é importante?
O Brics é um fórum político e econômico que reúne algumas das maiores economias emergentes do mundo, hoje com 11 países-membros: Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia, além de 10 países-parceiros convidados. O bloco busca dar voz aos países do chamado Sul Global — nações em desenvolvimento — para influenciar decisões econômicas e políticas globais, além de cooperar em áreas como comércio, energia, saúde, segurança e tecnologia.

Criado formalmente em 2006 por Brasil, Rússia, Índia e China, o grupo ganhou o “S” em 2011, com a entrada da África do Sul. Em 2024, outros cinco países foram incorporados e, em 2025, a Indonésia entrou para o bloco.
Por que o Brics é relevante?
Juntos, os países do Brics concentram 48,5% da população mundial, 39% da economia global, 43% da produção de petróleo e 72% das reservas de terras raras, insumos essenciais para tecnologia e energias renováveis. O grupo também representa 23% do comércio global.
O bloco não é uma organização formal, como a ONU, mas um fórum de diálogo e coordenação. Suas decisões não são obrigatórias, mas refletem consensos que cada país implementa conforme seus interesses.
O que será discutido no Rio?
Entre as prioridades brasileiras para a presidência do Brics estão:
- Cooperação em saúde global
- Comércio e investimentos
- Combate à mudança do clima
- Inteligência artificial
- Paz e segurança
- Fortalecimento institucional do Brics
O encontro deve reforçar também o papel do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) — criado pelo Brics em 2015 para financiar projetos de infraestrutura e sustentabilidade em países em desenvolvimento — e o Arranjo Contingente de Reservas (ACR), fundo de US$ 100 bilhões para ajudar membros em crises cambiais.
Sul Global: mais autonomia
O conceito de Sul Global não se refere à geografia, mas ao perfil socioeconômico: países historicamente colonizados ou menos industrializados, com economias diversificadas e desafios sociais comuns, como Brasil, Índia e África do Sul. O grupo busca reformas em instituições como ONU e FMI para reduzir a desigualdade entre países ricos e pobres.
Brasil e o Brics
O Brasil é um dos fundadores e já sediou outras três cúpulas: em Brasília (2010 e 2019) e Fortaleza (2014). Esta é a primeira vez que o encontro acontece no Rio. Em 2026, a presidência do bloco será da Índia.

O encontro no MAM, no Aterro do Flamengo, simboliza a defesa brasileira de um Brics não “antiocidental”, mas pró-reforma global, com mais inclusão e equilíbrio entre países ricos e emergentes.
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