O continente voltou a ser pintado de vermelho e preto. Em mais uma final entre brasileiros, o Flamengo conquistou o tetracampeonato da Copa Libertadores da América, reafirmando seu lugar entre os gigantes do futebol mundial. A noite em Lima (PER) foi daquelas que misturam drama, talento e a sensação inconfundível de que o destino tinha endereço certo: a Gávea.
Desde o início da competição, o Flamengo mostrou que carregava algo especial. O elenco, maduro e intenso, combinava a criatividade típica do clube com a solidez de uma equipe forjada em grandes batalhas continentais. Cada fase superada parecia alimentar a chama de um time que conhecia bem o peso da camisa e o significado de levantar a taça mais desejada das Américas.

O CAMINHO
Na fase de grupos, o Rubro-negro se classificou em segundo do Grupo C, junto com a LDU de Quito (EQU). Ambos com 11 pontos.
No grupo C, além do Flamengo e da Liga de Quito, estavam o Central de Córdoba (ARG) e o Deportivo Tachira (VEN).
Contra o time venezuelano, o Mengão foram duas vitórias por 1 a 0. Já diante dos argentinos, foi um 1 a 1 em solo argentino e um revés no Maracanã, por 2 a 1 para o time de Córdoba. Contra os equatorianos foi um 0 a 0 no jogo de ida e um 2 a 0 para o time carioca, no jogo da volta.
Nas oitavas, o Mengão passou pelo Internacional (RS), vencendo por 2 a 0. Gols de Arrascaeta no primeiro tempo e Pedro, já nos minutos da partida.
Nas quartas, o Flamengo encarou o Estudiantes de La Plata (ARG). No primeiro jogo deu Mengão, 2 a 1. Já no jogo da volta os argentinos venceram por 1 a 0. Resultado que levaria a decisão para os pênaltis. Nas cobranças de pênaltis, o Fla venceu por 5 a 4, e avançou às semifinais.
Nas semifinais, outro argentino, o Racing de Avellaneda. No primeiro jogo o Flamengo venceu por 1 a 0 e no segundo jogo, ficou no 0 a 0.
Na final, em jogo único, realizado na capital peruana, o Flamengo encarou um de seus principais rivais no atual cenário do futebol brasileiro, o Palmeiras. Aos 22 do segundo tempo, Danilo marcou o gol da vitória, dando o troco no time paulista, depois da final de 2021. O que deu ao Rubro-Negro carioca, o título de primeiro Tetracampeão brasileiro na Copa Libertadores da América.
O JOGO
O duelo foi tenso desde o início. No primeiro lance do jogo, Allan avançou pela direita, mas foi desarmado por Alex Sandro na área. A reação foi imediata: Varela cruzou rasteiro, a bola ficou viva na área e Fuchs afasta para o Verdão.
O Palmeiras apostou numa linha de cinco e proporcionando a marcação mais individual. Já o Flamengo, forçou o recuo do Alviverde e começou investir mais pelo lado direito.
O time paulista passou apostar em jogada de longa distância para se conectar com o seu setor ofensivo, e até chegou a oferecer perigo ao clube carioca.

OFENSAS A ANDREAS PEREIRA
Ex-Flamengo e apontado por muitos flamenguistas como vilão na final de 2021, o volante Andreas Pereira, do Palmeiras, foi insultado pela torcida do rubro-negra em vários momentos do jogo. Ele, atuando pelo Rubro-Negro, se tornou vilão para o torcedor rubro-negro, ao errar no lance que culminou no gol de Deyverson na final da Libertadores de 2021, o que deu o título ao clube paulista.
LANCE POLÊMICO
Um dos lances mais polêmicos aconteceu ainda no primeiro tempo gerou bastante reclamação da equipe paulista. Fuchs cometeu falta sobre Arrascaeta e seguiu com a jogada. O jogo ficou parado e é nesse momento que Pulgar deu um pisão no jogador do Palmeiras, o que acabou ferindo o jogador do time paulista. Ele recebeu atendimento e o volante rubro-negro acabou levando cartão amarelo.
Membros da comissão técnico do Porco reclamaram, pedindo cartão vermelho para o volante chileno, mas não foram atendidos.
Caminhando para o fim do primeiro tempo, o time alviverde passou a ocupar mais espaços na partida e o Rubro-negro passou a ter menos chances claras.
Já na saída para o intervalo, membros das duas comissões técnicas tiveram um desentendimento. Mas os ânimos foram contidos.
O segundo tempo foi marcado pelas equipes mais soltas no jogo e consequentemente, o jogo ficou mais decisivo.
E aos 22 minutos, após uma cobrança de escanteio, Danilo aproveita a oportunidade e de cabeça, marca o gol do Flamengo. FLAMENGO 1 X 0.
A partir daí o ambas as equipes fizeram modificações, e principalmente, no lado alviverde, o objetivo era tentar de todas as formas, buscar o empate e consequentemente, a virada. E foi nas bolas altas a principais jogadas da equipe de Abel Ferreira. Já nos últimos minutos, a principal chance do time paulista surgiu dos pés de Vitor Roque, mas não obteve êxito.
Já nos acréscimos, Everton Cebolinha sofreu falta próximo à área. E durante a cobrança, a bola explodiu na trave.
O tempo ia se esgotando e a vitória rubro-negra era cada vez mais evidente. Com o apito, os mais de 40 milhões de torcedores do clube carioca puderam soltar o grito de tetracampeão da Libertadores.
FICHA TÉCNICA
PALMEIRAS 0 x 1 FLAMENGO
Competição: Copa Libertadores – final
Data e horário: 29 de novembro de 2025, às 18h15 (de Brasília)
Competição: Final da Libertadores
Local: Monumental U, em Lima (PER)
Árbitro: Darío Herrera (ARG)
Assistentes: Cristian Navarro (ARG) e José Savorani (ARG)
VAR: Héctor Alberto (ARG)
Gol: Danilo (21’/2°T)
Cartões amarelos: Raphael Veiga, Murilo, Mauricio (PAL), Jorginho, Pulgar, Arrascaeta (FLA)
PALMEIRAS: Carlos Miguel; Khellven (Giay), Gustavo Gómez, Murilo (Sosa) e Piquerez; Bruno Fuchs, Andreas Pereira, Raphael Veiga (Felipe Anderson, depois Maurício) e Allan (Facundo Torres); Flaco López e Vitor Roque. Técnico: Abel Ferreira
FLAMENGO: Rossi; Varela, Danilo, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Jorginho e Arrascaeta (Luiz Araújo); Carrascal, Samuel Lino (Everton Cebolinha) e Bruno Henrique (Juninho). Técnico: Filipe Luís







