O primeiro domingo de apresentações do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro, na Marquês de Sapucaí, teve brilho, surpresa e também reclamações de quem assistiu às escolas de samba na avenida. Durante a noite de domingo (15) e a madrugada de segunda-feira (16), quatro agremiações passaram pela pista com enredos impactantes e grandes produções — porém, a festa não foi isenta de dificuldades para parte do público e da organização.
Logo no início da programação, a escola Acadêmicos de Niterói abriu os desfiles com um enredo que fez menção ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, explorando sua trajetória desde a infância até o papel político que ocupa hoje. A apresentação contou com forte narrativa simbólica, interagindo com a plateia presente nas arquibancadas.

A tradicional Imperatriz Leopoldinense também se destacou com sua homenagem ao cantor Ney Matogrosso, em um desfile visualmente extravagante e cheio de elementos cênicos. A passagem da escola encantou o público com representações criativas, apesar de um dos carros alegóricos ter enfrentado certa dificuldade de movimentação ao contornar uma curva na Sapucaí.

Outra agremiação que chamou atenção foi a Portela, que apresentou um enredo centrado na cultura afro-gaúcha e nas tradições religiosas negras do Rio Grande do Sul, explorando a simbologia de personagens folclóricos como o Negrinho do Pastoreio e o orixá Bará.

Fechando a sequência, a Estação Primeira de Mangueira entrou na avenida com um enredo que destacou a cultura e os saberes ancestrais da Amazônia Negra, homenageando Mestre Sacaca e ressaltando a importância do patrimônio cultural afro-indígena.

Apesar dos grandes momentos artísticos, o público enfrentou certo desconforto. Houve longas filas tanto na entrada quanto na dispersão após os desfiles, gerando queixas de quem acompanhou as apresentações e precisou esperar para sair ou se deslocar no entorno do sambódromo.
Outro ponto que viralizou nas redes sociais e nos bastidores foi a participação inusitada de um chamado “homem voador”, figura que ganhou repercussão entre espectadores e comentadores, ainda que a natureza exata de sua atuação não tenha sido oficialmente esclarecida pelos organizadores até o momento.

A primeira noite de desfiles, portanto, misturou exuberância cultural com desafios operacionais — uma combinação que promete ser tema de ajustes para as próximas noites, já com quatro novas escolas programadas para entrar na avenida na segunda-feira (16) e outras oito nos dias seguintes.







