O cenário cultural fluminense tem se consolidado como um terreno fértil para iniciativas que unem arte, educação e transformação social. Entre os nomes que protagonizam esse movimento, destaca-se Mônica Martins — escritora, editora e produtora cultural de Niterói, cuja atuação tem dado novo fôlego à literatura infantil e ao mercado editorial do estado.

Apaixonada pelo poder dos livros em aproximar gerações, Mônica é idealizadora de projetos que se tornaram referência no setor, como a Feira Literária Monteiro Lobato, o premiado Espaço de Leitura Tatiana Belinky, em Piratininga, e o projeto Eu e o Livro, que chega à sua quarta edição. Entre suas criações recentes, o Quarta Khapa — em parceria com a Sala Cultural Leila Diniz e a Imprensa Oficial do Rio — recebeu o Diploma Nicette Bruno, consolidando sua relevância no circuito cultural.
“Meu compromisso sempre foi fazer da leitura uma experiência acessível, lúdica e transformadora, especialmente para crianças e famílias”, afirma a autora, que também já levou à cena o Projeto Moda Inteligente, apoiado inicialmente por Lygia Bojunga e sua fundação.
A trajetória da MoMa: de produtora a editora reconhecida
Fundada em 2009 como produtora cultural, a MoMa Produções e Eventos evoluiu em 2018 para se tornar também editora e livraria. Hoje, integra o Catálogo Mercado Editorial e Literatura Criativa do Sebrae/RJ, ao lado de outras iniciativas que impulsionam a economia criativa do estado.
A editora já marcou presença em importantes encontros literários, como as Bienais do Livro de São Paulo e do Rio de Janeiro, a FLIP, a FLIR, a FLIST e a LER, além de exposições em espaços culturais como o SESC Niterói, a Casa das Rosas, em São Paulo, e diversas unidades culturais espalhadas pelo país.
Seu catálogo reúne obras voltadas ao público infantil, entre elas O Laço, A Canastrinha da Emília, O Museu do Ipiranga e Uma Família para Emília. Em 2017, Mônica foi finalista do Prêmio Jabuti com O Dia em que Chapeuzinho Vermelho Desencalhou, obra apresentada por Pedro Bandeira, que traz uma releitura divertida e atual dos contos de fadas tradicionais.
A MoMa também tem investido na preservação da memória literária, com reedições históricas como A Menina do Narizinho Arrebitado, publicada pela Lei Aldir Blanc e reconhecida pelo Selo Clássicos da UNESCO – PUC-Rio, pela relevância na literatura infantil brasileira.
Reconhecimento e impacto social
O reconhecimento nacional da trajetória de Mônica Martins teve início em 2008, com o Prêmio Pontos de Leitura do Ministério da Cultura, concedido ao Espaço Tatiana Belinky. Desde então, ela vem fortalecendo laços com autores, instituições e leitores em todo o país.
Além da literatura, sua atuação também conecta cultura e inclusão social. Entre os destaques está a Amarelinha Literária, iniciativa realizada em parceria com a Padaria e Confeitaria Flor da Pavuna, que aproximou leitura e comunidade.
Novos passos em 2025
Entre os próximos movimentos da MoMa, estão o 4º Concurso Eu e o Livro, previsto para setembro, que terá como referência a obra A Canastrinha da Emília, ilustrada por Felipe Campos. O livro, premiado em 2002 pela UBE-RJ com Menção Honrosa e pelo Prêmio Adolfo Aizen, reforça debates sobre a infância em tempos de adultilização precoce.
Outra novidade é a criação de um calendário fixo no Espaço de Leitura MoMa, em Niterói, que estreia em 29 de agosto com encontros semanais de troca de livros, sempre às sextas-feiras.
Já na Bienal Internacional do Livro do Rio 2025, Mônica lançou a antologia Viva Mata Viva, da Editora Bem Cultural, expandindo seu repertório para a poesia e abrindo espaço para novas vozes literárias. Recentemente, no Encontro da Casa do Conhecimento (SECEC-RJ), participou de uma conversa com jovens sobre todo o percurso de um livro — da ideia inicial à impressão.
Com uma trajetória marcada por prêmios, parcerias e inovação, Mônica Martins e a MoMa Editora reafirmam o papel da literatura como motor de memória, transformação e desenvolvimento criativo no estado do Rio de Janeiro e no Brasil.







