O mercado financeiro voltou a reduzir a previsão da inflação para 2025. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (25) pelo Banco Central, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,95% para 4,86%, registrando a 13ª queda consecutiva.
Apesar da revisão, a projeção permanece acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), fixada em 3%, com tolerância entre 1,5% e 4,5%. Nos últimos 12 meses, a inflação acumulada atingiu 5,23%, puxada principalmente pelo aumento na conta de energia, ainda que alimentos tenham registrado queda pelo segundo mês seguido.
Crescimento econômico em ritmo mais lento
A estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 caiu de 2,21% para 2,18%, mantendo a projeção de desaceleração da economia em relação a 2024, quando o crescimento foi de 3,4% – o quarto ano seguido de alta. Para 2026, o mercado prevê avanço de 1,86%.
Juros e câmbio
A taxa Selic, hoje em 15% ao ano, deve se manter nesse patamar até o fim de 2025, segundo analistas. O mercado projeta recuo gradual a partir de 2026, quando pode cair para 12,5%, chegando a 10% em 2028.
A previsão para o dólar é de R$ 5,59 ao fim deste ano, com ligeira alta para R$ 5,64 até 2026.
Com inflação ainda pressionada e juros elevados, o cenário econômico aponta para um equilíbrio delicado: controlar preços sem sufocar o crescimento.







