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Marcha das Mulheres Negras leva 500 mil pessoas a Brasília e reforça luta por reparação, poder e bem-viver

Com forte simbolismo e pautas urgentes, ato nacional exige que Estado reconheça e enfrente desigualdades históricas

Eliane GervasioPorEliane Gervasio
26 de novembro de 2025
em Direitos Humanos
Marcha Das Mulheres Negras Leva 500 Mil Pessoas A Brasília E Reforça Luta Por Reparação, Poder E Bem Viver - Expresso Carioca

© Flora Egécia/Arquivo Pessoa

Com uma multidão estimada em cerca de 500 mil pessoas, a 2ª Marcha Nacional das Mulheres Negras por Reparação e Bem-Viver tomou a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, nesta terça-feira (25). O ato começou sob o olhar de uma mulher negra inflável de 14 metros, usada como estandarte da mobilização, com a faixa presidencial “Mulheres Negras Decidem” — símbolo da demanda por representatividade e ocupação de espaços de poder.

O movimento, que reuniu centenas de caravanas de todo o país, cobrou do Estado brasileiro medidas concretas para enfrentar o racismo estrutural e garantir direitos. “É importante, necessário, é dever e direito olhar para a população negra”, afirmou Cláudia Vieira, do Comitê Nacional da Marcha. Ela destacou a urgência de políticas que rompam com a lógica histórica de subalternização: “Nós, mulheres negras, não merecemos ficar sempre no fim da fila. Temos pressa, temos urgência”.

Mulheres Negras Levam Uma Bandeira Do Brasil Durante Marcha Em Brasília - Expresso Carioca
Segunda Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem-Viver reúne cerca de 500 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios – Foto: Fabio Rodrigues -Pozzebom/Agência Brasil

Representação, memória e justiça

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, participou do ato ao lado das deputadas Talíria Petrone e Benedita da Silva, pioneira na política brasileira. Do alto do carro de som, Anielle declarou que a presença do ministério simbolizava uma ponte entre o movimento e o Estado. “Permaneceremos marchando por bem-viver e por reparação, por todas as mães que perderam seus filhos e por todas que vieram antes de nós.”

A Deputada Benedita Da Silva, Durante Sessão Solene Em Homenagem à Marcha Das Mulheres Negras - Expresso Carioca
A deputada Benedita da Silva, durante sessão solene em homenagem à Marcha das Mulheres Negras – Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Anielle também lembrou a irmã, Marielle Franco, assassinada em 2018, homenageada em palavras de ordem que ecoavam pela Esplanada. Para Luyara Franco, filha de Marielle e diretora do Instituto Marielle Franco, a marcha prova que sua memória continua viva: “Cada passo carrega a força das mulheres que nos antecederam. Essa marcha é o nosso grito por justiça e dignidade”.

A mãe das duas, a advogada Marinete Silva, reforçou o caráter político do ato: “Democracia só existe quando nossas vidas importam”.

Violência e desigualdade: reivindicações urgentes

Um longo tapete com fotos de vítimas da violência nas favelas do Rio de Janeiro ocupou parte da concentração, lembrando o peso do luto coletivo. Para Daniela Augusto, do Movimento Mães de Maio, o Estado brasileiro é o principal violador da juventude negra. “A herança da escravização é o controle e a eliminação de corpos negros”, afirmou. Ela também denunciou o impacto do machismo estrutural sobre as mulheres negras, frequentemente vítimas de feminicídio e violências múltiplas.

Boneco Inflável Na Marcha Da Mulheres Negras, Realizada Na Esplanada Dos Ministérios - Expresso Carioca
Boneco inflável na Marcha da Mulheres Negras, realizada na Esplanada dos Ministérios – Foto: Daniella Almeida/Agência Brasil

Poder e representatividade

A marcha também pautou a sub-representação de mulheres negras em espaços de decisão, reivindicando, inclusive, a indicação de uma mulher negra ao Supremo Tribunal Federal — demanda simbolizada por uma grande bandeira do Brasil carregada pelas participantes. A vaga, no entanto, já está destinada ao advogado-geral da União, Jorge Messias, cuja sabatina está marcada para 10 de dezembro.

A deputada Erika Kokay relembrou a primeira marcha, realizada em 2015, e destacou que as demandas seguem atuais: “É uma marcha que deixa marcas na Esplanada e traz a dança, a voz e a consciência negra para o centro da República”.

Educação, territórios e ancestralidade

A professora Maria Edna Bezerra da Silva, da Universidade Federal de Alagoas, destacou que, apesar dos avanços nas cotas, a presença de docentes negras ainda é mínima nas universidades brasileiras, reforçando a necessidade de ampliar políticas de inclusão e permanência.

Quilombolas de diversas regiões também marcaram presença, defendendo seus territórios e papel na preservação cultural e ambiental. Aparecida Mendes, do território Conceição das Crioulas (PE), reforçou que o Estado brasileiro ainda tem uma dívida com os povos quilombolas: “Existimos, somos demandantes de direitos e cuidadores dessas terras”.

Homens presentes, mas em apoio

Entre os participantes, homens como Leno Farias, do Ceará, reforçaram que a luta pela igualdade de gênero é responsabilidade coletiva. “Sou fruto do matriarcado. Para mim, Deus é uma mulher”, afirmou, ressaltando que a violência contra mulheres nasce do medo da potência feminina.

Encerramento: compromisso com o futuro

O fim da marcha reafirmou a força da articulação de mulheres negras brasileiras, afro-latinas e afro-caribenhas. No centro político do país, elas deixaram claro que lutam por vida sem violência, igualdade plena e reparação histórica — pautas que consideram inegociáveis para a construção de um Brasil mais justo e democrático.

Afro Latinas Participam Da Marcha Da Mulheres Negra - Expresso Carioca
Afro-latinas participam da Marcha das Mulheres Negra na Esplanada dos Ministérios – Foto: Daniella Almeida/Agência Brasil

A mensagem que ecoou na Esplanada é simples e poderosa: não haverá futuro sem as mulheres negras no centro das decisões.

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Tags: BrasíliaExpresso CariocaMarcha das Mulheres NegrasNotícias
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