As Forças de Defesa de Israel anunciaram nesta sexta-feira (26) que realizaram bombardeios contra um campo de treino militar e depósitos de armas do Hezbollah em território libanês. Segundo os militares israelenses, os alvos faziam parte de uma infraestrutura utilizada pelo grupo xiita pró-iraniano para planejar e preparar ataques contra Israel.
De acordo com comunicado oficial, foram atingidos “diversos depósitos de armas e uma infraestrutura terrorista”, incluindo um campo de treinamento associado à unidade Al-Radwan, força de operações especiais do Hezbollah composta por tropas de elite.
A Agência Nacional de Notícias Libanesa (NNA) confirmou uma série de ataques aéreos em áreas montanhosas do sul do Líbano, como Nabatieh e Jezzine, além de regiões no leste do país. Autoridades libanesas informaram que os bombardeios israelenses realizados na quinta-feira (24) deixaram ao menos três mortos.
Os ataques ocorrem apesar do cessar-fogo firmado entre Israel e o Hezbollah em novembro de 2024. Desde então, Israel tem realizado ações aéreas regulares contra posições do grupo no Líbano. Pelo acordo, o governo libanês comprometeu-se a desarmar o Hezbollah e a desmontar suas estruturas militares entre a fronteira com Israel e o Rio Litani até o fim deste ano.
O entendimento pôs fim a dois meses de confrontos diretos entre as partes, período marcado pela morte do líder histórico do Hezbollah, Hassan Nasrallah, e de outros comandantes do grupo em ofensivas israelenses.
O atual ciclo de violência teve início após quase um ano de trocas de ataques ao longo da fronteira, intensificadas a partir da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, desencadeada pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
Na quinta-feira (24), Israel também afirmou ter matado um integrante da Força Quds — braço de operações externas da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã — no Líbano, acusando-o de planejar ataques a partir da Síria e do território libanês.
Segundo a agência France-Presse, com base em dados do Ministério da Saúde do Líbano, mais de 340 pessoas morreram em bombardeios israelenses no país desde a entrada em vigor do cessar-fogo.







