A guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel segue ganhando intensidade e novas frentes de confronto foram registradas nesta quarta-feira (11). As forças iranianas anunciaram ataques contra bases militares dos EUA e posições israelenses no Oriente Médio, ao mesmo tempo em que pelo menos três navios mercantes foram atingidos no Golfo Pérsico, demonstrando a continuidade da capacidade de retaliação de Teerã apesar dos bombardeios mais intensos da coalizão liderada por Washington e Tel Aviv.
No estratégico Estreito de Hormuz, importante rota de cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo, os impactos dos confrontos têm sido crescentes. Navios cargueiros, incluindo embarcações de bandeira tailandesa, japonesa e das Ilhas Marshall, foram atingidos por projéteis ou sofreram danos, elevando o total de ataques marítimos na região desde o início do conflito. Tripulantes tiveram de ser evacuados em ao menos um caso após incêndio a bordo.
O Irã também relatou o lançamento de mísseis contra uma base dos Estados Unidos no norte do Iraque, o quartel-general naval da Quinta Frota americana no Bahrein e posições israelenses, segundo relatos de agências de notícias internacionais. Explosões foram ouvidas no Bahrein, e ataques com drones perto do aeroporto de Dubai resultaram em ferimentos, embora operações no terminal não tenham sido interrompidas.
As hostilidades ocorrem enquanto o Pentágono descreve seus bombardeios sobre alvos iranianos como os mais intensos da guerra até o momento, em resposta às ações de Teerã. Autoridades iranianas, por sua vez, anunciaram que planejam atingir também alvos bancários norte-americanos e israelenses, numa sinalização de que a estratégia de retaliação pode continuar se expandindo.
O conflito vem provocando fortes repercussões no mercado global de energia. O acesso ao Estreito de Hormuz tem sido altamente precário, o que contribuiu para a volatilidade nos preços do petróleo e maior incerteza sobre o fornecimento de combustíveis e commodities.
Apesar de sinais de os mercados financeiros tentarem se estabilizar diante de expectativas de negociações diplomáticas, a continuidade dos ataques tanto em terra quanto no mar reforça a ausência de um cessar-fogo imediato e evidencia a expansão das operações militares na região.







