O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, subiu 0,26% em maio, resultado inferior ao registrado em abril (0,43%) e também ao de maio de 2023 (0,46%). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE.
Com o resultado, o IPCA acumula alta de 2,75% no ano e 5,32% nos últimos 12 meses, reforçando um cenário de desaceleração da inflação no curto prazo.
O principal responsável pela alta no mês foi o grupo Habitação, com variação de 1,19%, puxada pelo aumento de 3,62% na energia elétrica residencial. O acréscimo se deve à adoção da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, além do impacto do reajuste de PIS/COFINS.
Também influenciaram os aumentos nos preços do gás encanado (0,25%) e da água e esgoto (0,77%).
Por outro lado, a inflação foi contida pela queda de 0,37% no grupo Transportes, com destaque para as passagens aéreas (-11,31%) e os combustíveis: gasolina (-0,66%), diesel (-1,30%), etanol (-0,91%) e gás veicular (-0,83%).
O grupo Alimentação e Bebidas também teve desaceleração expressiva, com alta de apenas 0,17%, contra 0,82% em abril. Os alimentos que mais contribuíram para essa desaceleração foram: tomate (-13,52%), arroz (-4%), ovo de galinha (-3,98%) e frutas (-1,67%).
Outros grupos também registraram alívio ou deflação:
- Artigos de residência: -0,27%
- Vestuário: 0,41% (ante 1,02% em abril)
- Saúde e cuidados pessoais: 0,54% (ante 1,18%)
- Despesas pessoais: 0,35% (ante 0,54%)
- Comunicação: 0,07% (ante 0,69%)
- Educação: estabilidade em 0,05%
O resultado de maio reforça a percepção de pressões localizadas, mas também de alívio inflacionário em áreas sensíveis ao consumo popular, o que pode influenciar decisões futuras sobre a política de juros.







