A indústria criativa brasileira movimentou impressionantes R$ 393,3 bilhões em 2023, o equivalente a 3,59% do PIB, segundo levantamento da Firjan. O setor empregava 1,26 milhão de pessoas no ano passado, com destaque para áreas como publicidade, marketing, tecnologia da informação, pesquisa e desenvolvimento, design e cultura.
O estudo revela que o crescimento foi de 6,1% em relação a 2022, o dobro da média do mercado de trabalho no país. Profissões como analista de e-commerce, profissional de mídias digitais e produtor cultural estão entre as que mais cresceram. Em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal, o setor representa mais de 4% da economia local.
Para a coordenadora da pesquisa, Júlia Zardo, a expectativa é de expansão ainda maior com o efeito de políticas públicas como a Lei Paulo Gustavo, que descentraliza recursos e impulsiona atividades culturais em todo o Brasil.
Além dos números, o estudo mostra histórias como a do escritor Cesar Bravo, que largou a carreira de bioquímico para viver da escrita. “Só de ter uma filha que admira meu trabalho, já vale todas as contas”, afirma ele, destacando a importância da criatividade não só como renda, mas como propósito de vida.







