Uma iniciativa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tem estimulado estudantes do ensino médio a considerarem carreiras na ciência por meio de uma imersão de verão que combina atividades práticas em laboratórios, encontros com pesquisadoras e visitas a espaços de pesquisa e publicações científicas. A ação, realizada em comemoração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, reuniu cerca de 150 alunas durante três dias na sede da instituição em Manguinhos, no Rio de Janeiro.
O programa, que já existe desde 2020, tem como um de seus objetivos ampliar a participação feminina — especialmente de meninas negras e de baixa renda — nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês), historicamente dominadas por homens.

Entre as participantes está Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, de 17 anos, que pretende seguir carreira em ciências e voltou ao programa pelo segundo ano consecutivo. Ela contou que a experiência reforçou seu interesse em áreas como química e pesquisa. Outra estudante, Duane de Souza, também de 17 anos, relatou que a imersão a ajudou a entender melhor o ambiente de pesquisa e desmistificar a ideia de que ciência é inacessível.
A rica programação incluiu visitas a laboratórios equipados com microscópios e instrumentos comuns à rotina de pesquisa, além de espaços como o Laboratório de Conservação Preventiva, especializado na preservação do patrimônio científico, e a redação da revista científica Cadernos de Saúde Pública — uma das publicações da Fiocruz.
Para as coordenadoras do Programa Mulheres e Meninas na Ciência (PMMC) da Fiocruz, iniciativas desse tipo são fundamentais para oferecer visibilidade, reconhecer o trabalho de cientistas mulheres e quebrar estereótipos que desestimulam meninas ainda na infância. Estudantes destacaram que vivenciar a rotina científica e conversar com pesquisadoras contribuiu diretamente para ampliar suas perspectivas sobre possíveis trajetórias profissionais.
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