O filho do presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado por forças dos Estados Unidos no último sábado (3), convocou neste domingo (5) a população a se mobilizar contra o que classificou como um ataque à soberania da Venezuela e contra a prisão de seu pai em território norte-americano.
Em declaração divulgada pela Rádio Miraflores, Nicolás Ernesto Maduro afirmou que a família e aliados políticos permanecem tranquilos e determinados a reagir politicamente ao episódio. “Estamos bem, estamos calmos. Vão nos ver nas ruas, ao lado do povo”, declarou.
Segundo ele, a mobilização deve ter como foco a defesa da dignidade nacional e a rejeição de qualquer sinal de fragilidade diante da ação dos Estados Unidos. “Não nos verão fracos. Vamos erguer as bandeiras de [Hugo] Chávez e trabalhar para trazer Nicolás Maduro para casa são e salvo”, afirmou.
O apelo foi direcionado especialmente aos militantes do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), legenda de Maduro, e aos movimentos sociais do país. “Estamos firmes. Vamos avançar”, reforçou Nicolás Ernesto, ao convocar participação nas manifestações organizadas nos últimos dias para denunciar a operação militar norte-americana.
Prisão e desdobramentos
Os Estados Unidos anunciaram no sábado a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar na Venezuela. Washington afirmou que pretende governar o país de forma temporária até a conclusão de uma transição de poder.
O casal foi levado para Nova York, onde o ex-presidente venezuelano deve se apresentar nesta segunda-feira (5) a um tribunal em Manhattan. Enquanto isso, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a Presidência interina da Venezuela.
A prisão de Maduro e a intervenção norte-americana têm provocado forte reação internacional e intensificado a tensão política na América Latina, com apelos por diálogo, respeito à soberania e atuação de organismos multilaterais.







