A força narrativa de Jorge Amado e o traço inconfundível de Carybé atravessaram o Atlântico e encontraram eco na obra do artista italiano Maurizio Ferri. O resultado dessa influência pode ser conferido na exposição Brasilidades, em cartaz no Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, no Centro do Rio.

Aberta ao público até 13 de março, com entrada gratuita, a mostra reúne 26 obras em óleo sobre tela que retratam o Brasil a partir de um olhar estrangeiro profundamente afetado pela literatura e pela arte nacional. Pescadores, canaviais, carnaval, religiosidade, culinária e música popular surgem nas telas como celebração da identidade brasileira.
Natural de Monselice, na província de Pádua, Ferri estudou na Academia de Belas Artes de Veneza e inicialmente se inspirava em mestres como Paul Gauguin e Vincent van Gogh. A virada estética ocorreu nos anos 1990, após mergulhar na obra de Jorge Amado. O encontro com Carybé, em Salvador, também foi decisivo. Desde 1999 vivendo entre Itália e Brasil, o artista afirma que foi aqui que consolidou sua linguagem pictórica.

Para a diretora de Cultura da Alerj, Fernanda Figueiredo, a exposição abre o calendário do centenário do Palácio Tiradentes, celebrado em 6 de maio. A proposta é ampliar o acesso da população ao prédio histórico e à diversidade cultural brasileira.
A visitação ocorre de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h, na Rua Primeiro de Março, s/nº. O acesso para cadeirantes é pela Rua Dom Manuel.







