Iniciar os estudos em outro país e com destaque nem sempre é uma missão fácil. Mas, para Guilherme Mannarino, de 19 anos, o sonho de estudar fora vem sendo recheado de notas altas. Aluno do segundo período de Economia na Valencia College, em Orlando, nos EUA, esse brasileiro tem o GPA (Grade Point Average) máximo na faculdade.

Aprovado em nada menos que 32 universidades americanas em 2021, Guilherme já faz parte do Clube de Honra da Valencia College e dos EUA. Nesse último, o brasileiro recebeu um certificado emitido pela Phi Theta Kappa Honor Society, uma organização sem fins lucrativos que premia os destaques das universidades no país.
Com bolsa acadêmica, Mannarino tirou nota A em todas as disciplinas no primeiro período da universidade. E segue no mesmo ritmo atualmente.
Em solo americano, o brasileiro também tirou de letra o desafio de morar em um outro país:
– Minha adaptação foi bem tranquila. Achei que seria mais complicado, mas não foi. Vim morar com uma pessoa que conheci e acabamos nos dando muito bem. Me acostumei bastante com a rotina e o clima. Já tinha uma certa independência no Brasil, o que me ajudou bastante. Então, pra mim foi bem tranquilo o início aqui, uma adaptação bem fácil – conta.
Ocupando o quinto lugar entre as universidades que mais recebem alunos estrangeiros, a Valencia College tem mais de 100 países representados em suas salas de aulas. Mas, compatriotas, por enquanto, Guilherme encontrou poucos. Um na aula de Microeconomia e outro na de Governo Americano.
Gratidão ao Franco
Por ora, o maior desafio para o estudante brasileiro é a saudade dos pais, a professora de Inglês Andréia de Lucas e o analista de sistemas Antonio Mannarino, que moram no Rio de Janeiro.
– Fui em dezembro encontrar minha família e voltei em janeiro. E teve um final de semana que também consegui visitá-los. Normalmente, a saudade é grande, mas a gente está sempre em contato, por vídeo-chamada. Pretendo voltar em dezembro, ou antes, se eu conseguir.
Fluente também no Espanhol e no Francês, além do Inglês, o futuro economista é muito grato ao Colégio Franco-Brasileiro, onde estudou dos 7 aos 17 anos, no Rio.
– O Franco foi uma base enorme para a minha educação. Os americanos sofrem bastante na faculdade, acham o nível muito acima. E vejo que estou tendo um nível bem maior que o deles, porque venho de uma base bem mais forte. Posso dizer que o nível do Franco é parecido com o da faculdade, ou seja, muito alto, e me ajudou bastante a performar como estou performando hoje em dia.







