A Casa Branca divulgou nesta segunda-feira (29) um plano de paz de 20 pontos para Gaza, elaborado em parceria com Israel, com o objetivo de encerrar a guerra contra o Hamas e garantir o retorno de todos os reféns em até 72 horas após a aceitação formal do acordo.
Entre as medidas propostas estão cessar-fogo imediato, troca de reféns vivos e mortos por prisioneiros palestinos, retirada das tropas israelenses da Faixa de Gaza, desarmamento do Hamas e a criação de um governo de transição sob liderança internacional.
Segundo o documento, Israel se comprometeria a libertar 250 palestinos condenados à prisão perpétua e 1,7 mil habitantes de Gaza detidos desde outubro de 2023, após a libertação dos reféns.
O anúncio foi feito em Washington, após encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Em coletiva, Trump afirmou que o Oriente Médio está “muito, muito perto” de alcançar um acordo de paz. “Agora é hora de o Hamas aceitar os termos do plano que apresentamos hoje”, declarou.
Netanyahu, por sua vez, disse apoiar a proposta e destacou que ela atende aos objetivos estratégicos de Israel: “O plano trará de volta nossos reféns, desmontará as capacidades militares do Hamas e garantirá que Gaza nunca mais represente uma ameaça”.
Apesar do otimismo exibido na Casa Branca, a ausência de representantes do Hamas nas negociações levanta dúvidas sobre a viabilidade do acordo. Washington já apresentou o projeto a países árabes e muçulmanos durante a Assembleia Geral da ONU, mas o desafio permanece em transformar a iniciativa em consenso regional.







