Rússia e Ucrânia intensificaram os bombardeios durante a noite, com ataques de mísseis em ambos os territórios, reacendendo a tensão em meio aos esforços diplomáticos para encerrar o conflito que já ultrapassa dois anos. A nova onda de violência ocorre logo após um impasse nas negociações para uma reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin, prevista para as próximas semanas.
Segundo autoridades ucranianas, seis pessoas morreram, entre elas duas crianças, em ataques russos contra Kiev e regiões vizinhas. As explosões também provocaram apagões em várias partes do país, dificultando as operações de resgate.
Em resposta, as Forças Armadas da Ucrânia confirmaram o uso de mísseis franco-britânicos Storm Shadow, lançados de aeronaves, contra uma fábrica de produtos químicos na região russa de Bryansk, no sul do país.
Impasse diplomático
Na semana passada, Trump e Putin haviam concordado em realizar uma cúpula na Hungria, mas o plano esfriou após conversas entre diplomatas dos dois países. A Casa Branca informou que o presidente norte-americano “não tem planos imediatos” de se encontrar com o líder russo.
“Trump não quer uma reunião desperdiçada”, afirmou um porta-voz do governo dos EUA. Moscou, por sua vez, diz compartilhar da mesma visão.
Ainda assim, o Kremlin assegura que os preparativos continuam. O porta-voz Dmitry Peskov declarou que as datas ainda não estão definidas e que “muitas informações falsas estão circulando” sobre o tema.
Pressão por acordo de paz
Fontes ouvidas pela Reuters afirmam que a Rússia reiterou suas condições para um eventual acordo, exigindo que a Ucrânia ceda o controle total da região de Donbas, no sudeste do país — uma proposta prontamente rejeitada por Kiev e pela comunidade internacional.
Trump havia sugerido um cessar-fogo imediato nas atuais linhas de frente, mas a ideia foi descartada por ambos os lados.
“É um processo difícil, mas é para isso que servem os diplomatas”, disse o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, à agência estatal RIA.
Enquanto as negociações permanecem estagnadas, o conflito segue em escalada, com ataques cada vez mais letais e um cenário diplomático cada vez mais incerto sobre o futuro da guerra no Leste Europeu.







