A fabricante brasileira Embraer deu um passo estratégico rumo à ampliação de sua presença internacional ao firmar, neste sábado (21), um acordo com a Adani Defense & Aerospace para a instalação de uma linha de montagem final do jato regional E175 na Índia. O documento foi assinado em Nova Delhi e consolida o avanço das negociações iniciadas no mês anterior entre as duas companhias.
O entendimento amplia um memorando preliminar e está inserido no programa indiano de Aeronaves de Transporte Regional (RTA), iniciativa voltada ao fortalecimento da indústria aeronáutica local e à ampliação da conectividade aérea no país. A proposta prevê não apenas a montagem final da aeronave, mas também cooperação em áreas como cadeia de suprimentos, serviços de manutenção, treinamento de pilotos e desenvolvimento de encomendas que garantam viabilidade econômica ao projeto.
A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do Comércio e Indústria da Índia, Piyush Goyal, simbolizando o peso diplomático da iniciativa. Para as empresas envolvidas, o acordo representa um fortalecimento das relações estratégicas entre Brasil e Índia, especialmente nos setores de defesa, tecnologia e infraestrutura.
Mercado em expansão
A Índia desponta como um dos mercados de aviação de crescimento mais acelerado no mundo. Projeções indicam demanda potencial de pelo menos 500 aeronaves na faixa de 80 a 146 assentos ao longo das próximas duas décadas — segmento no qual o E175 se encaixa com precisão. O modelo é considerado adequado para atender cidades de pequeno e médio porte, ampliando rotas regionais e integrando áreas menos conectadas aos grandes centros urbanos.
Ao apostar na produção local, a Embraer busca posicionar o E175 como solução estratégica para impulsionar a malha aérea regional indiana. Atualmente, cerca de 50 aeronaves da fabricante operam no país, distribuídas entre 11 modelos que atendem à aviação comercial, executiva e de defesa.
A parceria com a Adani — um dos maiores conglomerados privados da Índia nos setores de defesa e aeroespacial — consolida a presença industrial da empresa brasileira no território asiático e reforça sua estratégia de internacionalização com foco em mercados emergentes de alto potencial.







