Celebrado nesta quinta-feira (12), o Dia Mundial do Rim chama atenção para os riscos das doenças renais, que muitas vezes se desenvolvem de forma silenciosa e podem comprometer seriamente a saúde quando não identificadas precocemente. Entidades médicas reforçam a importância de ampliar a conscientização, o diagnóstico precoce e as ações de prevenção.
Em 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerar a doença renal crônica como uma prioridade global de saúde pública. A condição passou a integrar o grupo das principais doenças crônicas não transmissíveis, ao lado de enfermidades cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas.
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), essa decisão reforça a necessidade de políticas voltadas à educação em saúde, à prevenção e ao acesso ao tratamento adequado. A entidade também destaca que fatores ambientais e condições de vida podem influenciar o risco de desenvolver problemas renais ao longo da vida.
Os rins desempenham funções essenciais no organismo, como a filtragem do sangue, a eliminação de toxinas por meio da urina e a regulação do equilíbrio de sais minerais e líquidos no corpo. Esses órgãos também produzem hormônios que participam do controle da pressão arterial e de outras funções metabólicas.
Entre os principais fatores associados ao desenvolvimento de doenças renais estão diabetes, hipertensão arterial, histórico familiar, obesidade, sedentarismo e tabagismo. O uso frequente ou inadequado de determinados medicamentos — especialmente anti-inflamatórios — também pode prejudicar o funcionamento dos rins quando não há acompanhamento médico.
Especialistas alertam que, por avançarem sem sintomas evidentes em muitos casos, as doenças renais costumam ser diagnosticadas apenas em estágios mais avançados. Por isso, a realização de exames periódicos e o acompanhamento médico são considerados fundamentais para detectar alterações e evitar a progressão do problema.
Campanhas realizadas no Dia Mundial do Rim buscam ampliar a informação sobre hábitos que contribuem para a saúde renal, como manter alimentação equilibrada, hidratação adequada, prática regular de atividades físicas e controle de doenças crônicas.
A mobilização internacional também reforça a importância de políticas públicas que garantam acesso ao diagnóstico e ao tratamento das doenças renais, consideradas um desafio crescente para os sistemas de saúde em todo o mundo.







