A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, segundo dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa uma leve alta em relação ao trimestre anterior, quando a desocupação havia atingido 5,1%.
Mesmo com a pequena elevação, o percentual permanece em um dos níveis mais baixos desde o início da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. O resultado indica que o mercado de trabalho brasileiro segue em patamar favorável quando comparado aos últimos anos.
No período analisado, aproximadamente 6 milhões de pessoas estavam desempregadas, ou seja, buscavam trabalho, mas não conseguiram ocupação. Esse contingente integra a população economicamente ativa que tenta ingressar no mercado formal ou informal.
Os dados também mostram que o número de trabalhadores ocupados continua elevado no país. Em 2025, por exemplo, a população com algum tipo de emprego chegou a cerca de 103 milhões de pessoas, o maior volume já registrado pela pesquisa do IBGE.
Outro ponto observado pelo levantamento é a manutenção de um nível relevante de trabalhadores por conta própria e de atividades informais, característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro. Ainda assim, indicadores recentes apontam uma redução gradual da informalidade ao longo dos últimos anos.
A Pnad Contínua é a principal pesquisa utilizada para acompanhar a evolução do emprego no país. O estudo reúne informações trimestrais sobre ocupação, desemprego, rendimento e características da força de trabalho, permitindo avaliar tendências e mudanças no mercado laboral brasileiro.







