O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anuncia nesta quarta-feira (30) se interromperá o ciclo de aumento da Taxa Selic, atualmente em 15% ao ano – o maior patamar em quase duas décadas. A expectativa do mercado é de manutenção dos juros básicos, que desde setembro do ano passado foram elevados sete vezes consecutivas para conter a inflação.
A taxa chegou a 10,5% entre junho e agosto do ano passado e, desde então, passou por uma sequência de aumentos: uma alta de 0,25 ponto, outra de 0,5, três elevações de 1 ponto percentual, uma de 0,5 e a última de 0,25 ponto. Segundo o boletim Focus, a previsão é que a Selic permaneça estável até o fim de 2025, com cortes apenas a partir de 2026.
Apesar da desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou junho em 0,24% e acumulou 5,35% em 12 meses, fatores como o aumento da energia e das passagens aéreas continuam pressionando a inflação. A projeção do Focus indica inflação de 5,09% para este ano, acima do teto da meta contínua definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 4,5%.
A Selic é o principal instrumento de política monetária do BC para controlar a inflação. Juros mais altos encarecem o crédito, desestimulam o consumo e ajudam a conter a alta dos preços, mas também podem frear a atividade econômica. Já reduções da taxa tornam o crédito mais barato, incentivam a produção e o consumo, podendo gerar pressão inflacionária.
O Copom, que se reúne a cada 45 dias, avalia cenários econômicos nacionais e internacionais para definir a taxa. Na última ata, o BC indicou que os juros permaneceriam em nível elevado por um período prolongado, dado que os núcleos de inflação seguem pressionados. A decisão será anunciada ao fim do dia.







