Brasília foi palco, nesta quarta-feira (1º), do encerramento da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM), que reuniu cerca de quatro mil participantes de diferentes regiões do país. O evento, marcado por falas emocionadas, atos simbólicos e intensos debates, buscou construir um futuro mais justo para as mais de 100 milhões de brasileiras.
Sob o lema “Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas”, a conferência promoveu discussões sobre desigualdades sociais, econômicas e raciais, combate à violência de gênero, políticas de cuidado e fortalecimento da presença feminina em espaços de poder. Um dos pontos centrais foi a adoção do conceito de “mulheridades”, que reconhece a pluralidade das identidades femininas no Brasil.
O encontro deu voz a mulheres negras, indígenas, quilombolas, com deficiência, LBTs, migrantes, refugiadas, mães atípicas, idosas, jovens, trabalhadoras urbanas e rurais. Cada grupo levou pautas específicas, mas convergentes na luta contra discriminação, desigualdade salarial, capacitismo e preconceito.
Homenagens também marcaram a conferência. Em coro, as delegadas entoaram a canção “Maria, Maria”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, símbolo de resistência e da força feminina. O gesto emocionou as participantes e reforçou a unidade do movimento.
As propostas aprovadas ao longo dos três dias serão incorporadas ao Plano Nacional de Políticas Públicas para Mulheres, orientando o governo federal na formulação de ações de proteção, inclusão e igualdade de gênero.
Para a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, o encerramento da conferência não significa o fim da mobilização.
“A conferência não acaba aqui. Ela continua nas comunidades, nos territórios de luta das mulheres que participaram e levarão essas pautas adiante até a realização da 6ª edição”, afirmou.
Com vozes diversas, mas unidas por um objetivo comum, a 5ª CNPM consolidou-se como um marco da luta coletiva pela equidade e pelo reconhecimento das múltiplas experiências femininas no Brasil.







