O governador Elmano de Freitas decretou nesta quinta-feira (4) situação de emergência econômica no Ceará em razão do tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. O decreto (36.828/2025) reconhece oficialmente a gravidade do impacto e autoriza novas ações de mitigação para empresas e trabalhadores.
O Ceará é o estado brasileiro mais exposto às sobretaxas: 44% de suas exportações têm como destino os EUA, especialmente itens como siderurgia, frutas, pescados e pás eólicas. Mais de 90% desses produtos ficaram de fora das exceções previstas pelo decreto americano.
Entre as medidas imediatas, o governo estadual abriu edital para apoiar empresas de alimentos que perderam mercado nos EUA, garantindo a compra de produtos como mel, castanha, filé de peixe, água de coco e cajuína. O prazo vai até esta sexta (5).
O tarifaço é parte da guerra comercial conduzida pelo presidente Donald Trump contra o Brasil, que incluiu também sanções políticas, como medidas financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes (STF).
Em resposta, o governo federal lançou o Plano Brasil Soberano, que prevê R$ 30 bilhões do Fundo Garantidor de Exportações, além de novos aportes de crédito e garantias para proteger empresas, trabalhadores e buscar soluções diplomáticas.







