O governo brasileiro pediu nesta segunda-feira (5) a libertação imediata dos 12 ativistas detidos por Israel após a interceptação do navio Madleen, que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Entre os detidos está o brasileiro Thiago Ávila, ativista do Distrito Federal e coordenador da Freedom Flotilla Coalition — movimento internacional que atua contra o bloqueio imposto por Israel ao território palestino.
A embarcação foi interceptada neste domingo (4), antes de alcançar Gaza. Também estava a bordo a ativista sueca Greta Thunberg, além de integrantes de diversas nacionalidades. O grupo pretendia abrir um corredor marítimo de transporte de alimentos e medicamentos para a população civil.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores lembrou o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais e solicitou que Israel liberte os tripulantes. O Itamaraty também exigiu a remoção imediata das restrições à entrada de ajuda humanitária em Gaza, destacando que isso faz parte das obrigações de Israel como potência ocupante.
A detenção do grupo foi determinada após o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarar que o Exército não permitiria o acesso da embarcação ao território palestino. Segundo ele, os ativistas serão escoltados e deportados.
O governo brasileiro informou ainda que mantém suas embaixadas na região em alerta e prontas para prestar assistência consular, conforme a Convenção de Viena e os tratados internacionais vigentes.







