O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta terça-feira (26) o lançamento da segunda fase do programa Floresta Viva, que destinará ao menos R$ 100 milhões do fundo socioambiental para financiar projetos de reflorestamento e preservação ambiental em diversos biomas brasileiros. O valor pode chegar a R$ 250 milhões, caso sejam confirmadas parcerias com entidades públicas e privadas.
A nova edição terá foco na recuperação de nascentes e bacias hidrográficas, na proteção da biodiversidade e na regulação climática, sempre com geração de renda para comunidades locais. O programa abrangerá os biomas Cerrado, Caatinga, Pantanal, Pampa e Mata Atlântica — a Amazônia fica de fora por já contar com um fundo específico.
“Estamos unindo participação social e compromisso ambiental para recuperar nascentes, fortalecer a biodiversidade e criar oportunidades de renda sustentável para as comunidades locais”, afirmou Tereza Campello, diretora socioambiental do BNDES.
Modelo de atuação
Assim como na primeira fase, o banco pretende multiplicar recursos por meio de parcerias. Na etapa anterior, iniciada em 2021, os R$ 250 milhões aplicados pelo BNDES resultaram em quase R$ 500 milhões mobilizados, financiando mais de 60 projetos em 8,5 mil hectares.
Diferentemente do modelo inicial, o Floresta Viva 2 terá ciclos sucessivos de seleção pública, o que deve garantir mais agilidade na aprovação e execução dos projetos. O banco também vai contratar um gestor responsável por articular as parcerias e acompanhar as iniciativas. A expectativa é que esse gestor esteja definido até a COP30, em novembro, em Belém (PA).
Capacitação e impacto social
Além do apoio financeiro, o programa prevê formação e mentoria para pelo menos 20 organizações sociais, incluindo povos tradicionais, agricultores familiares e assentados da reforma agrária. O objetivo é capacitar essas entidades para proteger, monitorar e reintroduzir espécies nativas.
O impacto esperado inclui:
- geração de renda sustentável;
- garantia de acesso à água a partir da recuperação de nascentes;
- reforço à captura de carbono, mitigando efeitos de secas e enchentes;
- combate à desertificação, especialmente na Caatinga.
Como participar
Podem se candidatar como gestores:
- Pessoas jurídicas sem fins lucrativos, legalmente constituídas e sediadas no Brasil;
- Autarquias e fundações públicas federais (exceto entidades dependentes de repasses da União).
As propostas devem comprovar capacidade técnica e financeira para gerir os recursos e acompanhar a execução dos projetos.
O edital completo com regras e prazos estará disponível no site do BNDES.







