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	<title>🔁 Agência Brasil &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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	<title>🔁 Agência Brasil &#8211; Jornal Expresso Carioca</title>
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		<title>Copa do Mundo retorna com o duelo entre França e Marrocos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[🔁 Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 14:56:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[Depois de uma breve pausa na quarta-feira (8), a Copa do Mundo 2026 retorna nesta quinta-feira (9), com o início das quartas de final. No único jogo do dia, a França enfrenta o Marrocos, às 17h (18h, hora de Brasília), em Boston. Com o futebol mais vistoso e convincente da Copa até agora, a França aposta nos seus [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de uma breve pausa na quarta-feira (8), a Copa do Mundo 2026 retorna nesta quinta-feira (9), com o início das quartas de final. No único jogo do dia, a França enfrenta o Marrocos, às 17h (18h, hora de Brasília), em Boston.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Com o futebol mais vistoso e convincente da Copa até agora, a França aposta nos seus jogadores de frente para passar às semifinais. Olise tem sido um dos destaques desse time, além, é claro, de Mbappé. O camisa 10 tem mostrado a cada jogo porque desponta como o principal jogador desta Copa.</p>
<p>Do outro lado, Marrocos chega com a autoridade de ter eliminado a Holanda na fase de 16 avos de final. Não teve dificuldades para passar pelo Canadá, nas oitavas de final, mas pode ficar sem um de seus principais jogadores. Saibari, lesionado, é dúvida para o confronto.</p>
<p>Entre os destaques de Marrocos estão o lateral Hakimi e o goleiro Bono. Hakimi, inclusive, joga em um time francês, o Paris Saint-Germain, atual campeão europeu.</p>
<p>Essa partida é uma repetição do que ocorreu na semifinal da última Copa, no Catar. Naquela ocasião, a França saiu vencedora por 2 a 0, gols de Theo Hernández e Kolo Muani. Hernández está no elenco desta Copa, mas Muani não foi convocado.</p>
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		<title>Inclusão digital no Brasil é feita pela metade, mostra pesquisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[🔁 Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 14:53:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Desafios]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[Inclusão Digital]]></category>
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					<description><![CDATA[“Existe um muro aqui” diz Ana Cláudia Miguel, enquanto aponta na direção da Rua do Moinho, que separa a comunidade do Pilar de um dos maiores polos de tecnologia do país, o Porto Digital, no coração do Recife Antigo.  “Existia um arco que era a divisão desse pedaço com o bairro. Mesmo o muro sendo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>“Existe um muro aqui” diz Ana Cláudia Miguel, enquanto aponta na direção da Rua do Moinho, que separa a comunidade do Pilar de um dos maiores polos de tecnologia do país, o Porto Digital, no coração do Recife Antigo. <img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>“Existia um arco que era a divisão desse pedaço com o bairro. Mesmo o muro sendo derrubado, ainda existe essa barreira”. O muro, construído por holandeses na capital pernambucana no século 17, foi demolido no final do século 19. Mais de 100 anos depois, Ana Cláudia, líder comunitária da única área residencial do Recife Antigo, explica como a barreira que já foi de pedra, agora é de <em>bytes</em>:</p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_91617" aria-describedby="caption-attachment-91617" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-91617" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/09-Ana-Claudia-Miguel-lider-comunitaria-da-Comunidade-do-Pilar-no-Recife-Antigo-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C489&#038;ssl=1" alt="Ana Cláudia Miguel, Líder Comunitária Da Comunidade Do Pilar, No Recife Antigo - Expresso Carioca" width="754" height="489" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/09-Ana-Claudia-Miguel-lider-comunitaria-da-Comunidade-do-Pilar-no-Recife-Antigo-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/09-Ana-Claudia-Miguel-lider-comunitaria-da-Comunidade-do-Pilar-no-Recife-Antigo-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C195&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/09-Ana-Claudia-Miguel-lider-comunitaria-da-Comunidade-do-Pilar-no-Recife-Antigo-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C97&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/09-Ana-Claudia-Miguel-lider-comunitaria-da-Comunidade-do-Pilar-no-Recife-Antigo-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C486&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-91617" class="wp-caption-text">Ana Cláudia Miguel, líder comunitária da Comunidade do Pilar, no Recife Antigo, diz que barreira, que já foi de pedra, agora é de bytes. &#8211; Foto Eliane Gonçalves/Divulgação</figcaption></figure>
<blockquote><p>“A gente mora no polo tecnológico, mas tem um déficit de tecnologia”, explica Ana Cláudia.</p></blockquote>
<p>O Pilar é uma comunidade de baixa renda que nasceu com a ocupação das ruínas do Recife Antigo por quem não tinha onde morar, ou tinha e foi expulso de outros cantos da cidade. Nos quase 600 domicílios do Pilar vivem famílias majoritariamente negras (73%), chefiadas por mulheres (76%), onde o trabalho informal é a principal fonte de renda (74%) e a remuneração média não passa de um salário mínimo e meio, segundo pesquisa feita em 2023 pela própria comunidade, com o apoio da Universidade das Nações Unidas.</p>
<p>Atravessando a rua, fica o Porto Digital, endereço de mais de 500 empresas de tecnologia que, em 2025, faturaram R$ 7,4 bilhões. Pierre Lucena, presidente do Porto Digital, explica o que é essa espécie de vale do silício brasileiro: “Somos uma plataforma de inovação”, diz. “Aqui, a  gente tem seis incubadoras aceleradoras, públicas e privadas, uma faculdade própria, um conjunto de universidades parceiras e mais de 500 empresas”.</p>
<figure id="attachment_91618" aria-describedby="caption-attachment-91618" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-91618" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/09-Comunidade-do-Pilar-no-Recife-vista-do-Complexo-do-Moinho-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C566&#038;ssl=1" alt="Comunidade Do Pilar, No Recife, Vista Do Complexo Do Moinho - Expresso Carioca" width="754" height="566" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/09-Comunidade-do-Pilar-no-Recife-vista-do-Complexo-do-Moinho-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/09-Comunidade-do-Pilar-no-Recife-vista-do-Complexo-do-Moinho-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/09-Comunidade-do-Pilar-no-Recife-vista-do-Complexo-do-Moinho-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C113&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/09-Comunidade-do-Pilar-no-Recife-vista-do-Complexo-do-Moinho-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C563&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-91618" class="wp-caption-text">Comunidade do Pilar, no Recife, vista do Complexo do Moinho, edifício modernizado para abrigar empresas de inovação tecnológica &#8211; Foto Eliane Gonçalves/ Divulgação</figcaption></figure>
<h2>Inclusão pela metade</h2>
<p>A disparidade tecnológica dos dois lados da rua escancara o desafio que o Brasil precisa enfrentar para garantir inclusão digital de qualidade.</p>
<p>O percentual de pessoas que usam a internet no Brasil chegou a 90,5% em 2025, índice que vem crescendo ano após ano. Em 2019, não chegava a 80%. Mas a qualidade do acesso é desigual. Enquanto 86% dos domicílios têm banda larga fixa e móvel ao mesmo tempo,  10,7% dependem exclusivamente dos dados da telefonia móvel para conseguir acessar bancos, serviços públicos, estudar, trabalhar e se comunicar. A grande maioria, 59,2% dos domicílios, não tem computadores ou tablets. Os dados estão na PNAD-TIC 2026, o capítulo de Tecnologia, Informação e Comunicação, da Pesquisa  Nacional por Amostra de Domicílios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<blockquote><p>“As pessoas deixam de ter computador e internet fixa em casa porque é caro e elas acessam a internet por planos de telefonia móvel com uma quantidade limitada de dados que podem utilizar por mês, explica Flávia Lefrève, advogada, especialista em telecomunicações e direitos digitais. Geralmente, uma franquia baixa, que não passa de 100 gigabytes por mês. A partir do momento em que a franquia acaba, o acesso à internet é bloqueado”.</p></blockquote>
<p>Flávia diz que esse tipo de limitação é ilegal, segundo o Marco Civil da Internet. As provedoras não podem interromper a internet, exceto em casos de inadimplência. Na prática, o serviço é suspenso e limita a cidadania:</p>
<blockquote><p>“A grande maioria dos serviços públicos, por exemplo, você só faz pela internet: Bolsa Família, Enem, boletim de ocorrência, o imposto de renda. Tudo o que você faz hoje é pela internet. Então, para exercer a cidadania, precisa da internet. E o que acontece se você tem um plano limitado? Acabou a sua franquia, como é que vai se virar?”, questiona.</p></blockquote>
<p>A rotina do Pilar ajuda a entender como a limitação vira exclusão. Em 2023, a comunidade passou a contar com o programa Pilar Universitário, que garante bolsas de estudos integrais nas faculdades do Senac [Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial] para os moradores numa política de universalização sem restrições: “Qualquer pessoa do Pilar que queira e esteja apta a fazer um curso superior, pode escolher qual curso quer fazer”, diz Pierre Lucena.</p>
<p>Ainda que o estudante não precise se preocupar com a mensalidade, ainda resta o muro digital: “A internet que tem é do celular. E aí acabam os dados, como é que faz? Como é que se mantém na universidade?”, pergunta Ana Cláudia. “Hoje, a tecnologia da universidade é muito maior. A apresentação não é naquele papelzinho pautado. Hoje tem que fazer tudo digital.  Então é preciso ter o mínimo de condição de poder permanecer”, conclui .</p>
<h2>Sem laptop</h2>
<p>Em 2024,  Eurídize Lima de Santana, 23 anos, entrou no programa. Se matriculou no curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Um ano e meio depois, trancou a faculdade. Eurídize não tinha o básico: um computador. “No primeiro semestre eu não senti tanta dificuldade em não ter um notebook, porque a gente ainda não fazia códigos. No segundo, comecei a sentir. E quando chegou no terceiro semestre, tranquei”, afirmou.</p>
<figure id="attachment_91619" aria-describedby="caption-attachment-91619" style="width: 754px" class="wp-caption aligncenter"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="size-full wp-image-91619" src="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/09-Euridize-Lima-de-Santana-23-anos-moradora-da-comunidade-do-Pilar-no-Recife-Antigo-Expresso-Carioca.jpg?resize=754%2C424&#038;ssl=1" alt="Eurídize Lima De Santana, 23 Anos, Moradora Da Comunidade Do Pilar, No Recife Antigo - Expresso Carioca" width="754" height="424" srcset="https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/09-Euridize-Lima-de-Santana-23-anos-moradora-da-comunidade-do-Pilar-no-Recife-Antigo-Expresso-Carioca.jpg?w=754&amp;ssl=1 754w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/09-Euridize-Lima-de-Santana-23-anos-moradora-da-comunidade-do-Pilar-no-Recife-Antigo-Expresso-Carioca.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/09-Euridize-Lima-de-Santana-23-anos-moradora-da-comunidade-do-Pilar-no-Recife-Antigo-Expresso-Carioca.jpg?resize=150%2C84&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/www.expressocarioca.com.br/wp-content/uploads/2026/07/09-Euridize-Lima-de-Santana-23-anos-moradora-da-comunidade-do-Pilar-no-Recife-Antigo-Expresso-Carioca.jpg?resize=750%2C422&amp;ssl=1 750w" sizes="(max-width: 754px) 100vw, 754px" /><figcaption id="caption-attachment-91619" class="wp-caption-text">Eurídize Lima de Santana, 23 anos, moradora da comunidade do Pilar, no Recife Antigo, não conseguiu concluir a faculdade por não ter um computador em casa &#8211; Foto Eurídize Lima de Santana/ Arquivo pessoal</figcaption></figure>
<p>Segundo ela, um equipamento básico para quem trabalha com códigos custa, no mínimo, R$ 3,5 mil.  “Como a gente que é pobre, que ganha um salário mínimo, pode pensar em comprar um notebook? Como, se só tem o dinheiro pra sobreviver? Se a gente só pensa em pagar as contas de casa e comer?” pergunta.</p>
<p>Depois de trancar a faculdade, a jovem ainda tentou mudar de curso, mas foi informada que o programa não permitia uma segunda inscrição para alunos que trancaram a faculdade. Hoje ela estuda Gestão Financeira, na modalidade de Ensino à Distância (EaD), usando o celular e a franquia de dados do telefone e pagando mensalidade de R$ 170.</p>
<p>Ana Cláudia diz que na comunidade, a inclusão digital pela metade é regra: “A gente tem empresa de robótica aqui dentro da ilha [o Recife Antigo], mas não tem nenhuma criança sabendo disso. A gente precisa ter internet na escola, precisa trabalhar com os jovens na tecnologia”.</p>
<h2>Desconforto</h2>
<p>Fabi Andrade é coordenadora de ESG do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar). A instituição de ensino e incubadora de empresas é uma das precursoras do Porto Digital e ocupa alguns andares do Complexo do Moinho, um edifício de mais de 100 anos que fica bem ao lado do Pilar. O prédio foi todo modernizado para acolher empresas de tecnologia:</p>
<p>“O projeto arquitetônico previa uma parede para que a gente não enxergasse a comunidade do Pilar”, explica Fabi. A proposta foi recusada e no lugar foi colocada uma parede de vidro que não deixa esquecer que a desigualdade é incômoda até para quem está do lado tecnológico do muro. “Incomoda muito porque estamos aqui trabalhando numa faculdade para educar pessoas em tecnologia, e não temos um único aluno da comunidade aqui do lado.  Isso incomoda”, conclui Fabi.</p>
<blockquote><p>“Esse contraste é real, há uma dívida real e uma forma ainda desorganizada de todos,  inclusive nossa [do Porto Digital], para agir com soluções”, reconhece o presidente do Porto Digital, que sabe que os vizinhos vivem realidade parecida com a de muitas outras comunidades do país.</p></blockquote>
<p>Ana Cláudia sabe que o impacto dessa inclusão digital pela metade tem custo alto: “a gente está perdendo os jovens na comunidade”. Questionada sobre o que significa perder os jovens, ela é direta: “Perdendo os jovens para o mundo ilícito, porque não se tem oportunidade”.</p>
<h2>Sem neutralidade</h2>
<p>Em 2025, pela primeira vez, mais de 90% dos brasileiros usaram a internet, segundo a PNAD-TIC, mas Flávia Lefrève chama a atenção para outro dado: o tipo de uso que tem sido feito da rede: “O uso principal que as pessoas fazem é de rede social. Por quê? Acabou a franquia, bloqueia o acesso à internet e a pessoa só acessa as aplicações da Meta: Instagram, Facebook e WhatsApp”.</p>
<p>Segundo a pesquisa, entre as pessoas que usaram a internet, mais de 95% usaram para conversar por chamadas de voz ou vídeo, mais de 90% para enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens sem ser por e-mail e 85% para usar as redes sociais (84,9%).Todos os serviços são prestados pela empresa de Mark Zuckerberg.</p>
<p>Flávia explica que esse tipo de “oferta” também viola o Marco Civil da Internet: a neutralidade da rede, a regra que determina que os provedores não podem discriminar o tráfego de dados por origem, destino ou por tipo de aplicativo. “Uma medida fundamental para garantir que a internet continue aberta, democrática, que não haja discriminação”, diz Flávia. “A partir do momento em que o consumidor só tem acesso às aplicações da Meta, isso é quebra da neutralidade. Isso é muito cruel, porque esses planos atendem especialmente as pessoas das classes C,D e E”, conclui.</p>
<p>Em janeiro de 2023, a  Coalizão de Direitos da Rede, que reúne organizações e ativistas, como Flávia Lefrève, que atuam pelo direito à comunicação, abriu um processo administrativo na Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça questionando o bloqueio ao acesso à internet por parte das provedoras e a quebra da neutralidade da rede. Entramos em contato com o Ministério da Justiça questionando qual a situação desse processo, mas não houve resposta.</p>
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		<title>Perder fôlego ao subir escada pode ser sinal de insuficiência cardíaca</title>
		<link>https://www.expressocarioca.com.br/perder-folego-ao-subir-escada-pode-ser-sinal-de-insuficiencia-cardiaca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[🔁 Agência Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 14:32:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Expresso Carioca]]></category>
		<category><![CDATA[insuficiência cardíaca]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)]]></category>
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					<description><![CDATA[Perder o fôlego ao subir uma escada pode não ser apenas falta de condicionamento físico. Nesta quinta-feira (09), a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) chama atenção para o Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, doença que já afeta cerca de 1,7 milhão de brasileiros. Os principais sintomas são comuns: dificuldade respiratória durante esforço, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Perder o fôlego ao subir uma escada pode não ser apenas falta de condicionamento físico. Nesta quinta-feira (09), a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) chama atenção para o Dia Nacional de Alerta contra a Insuficiência Cardíaca, doença que já afeta cerca de 1,7 milhão de brasileiros.<img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?ssl=1" /><img data-recalc-dims="1" decoding="async" src="https://i0.wp.com/agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?ssl=1" /></p>
<p>Os principais sintomas são comuns: dificuldade respiratória durante esforço, fadiga muscular e retenção de líquidos. Por isso, podem ser confundidos com os efeitos do sedentarismo ou do envelhecimento. Mas de acordo com o cardiologista Marcus Simões, membro da SBC, é importantíssimo consultar um especialista.</p>
<blockquote><p>&#8220;Durante o esforço físico, o coração é mais requisitado. Quando você força a musculatura, ela tem que receber mais sangue, e aí o coração tem que bombear mais sangue. Então, é na hora do esforço que o coração usualmente demonstra que não está bem&#8221;</p></blockquote>
<p>A condição é mais frequente em idosos e mulheres. Simões, que coordena a diretriz brasileira de insuficiência cardíaca da entidade, acrescenta que a condição se desenvolve a partir de alguma outra doença cardíaca, como sequela de um infarto, por exemplo.</p>
<blockquote><p>&#8220;Também pode se manifestar quando uma válvula do coração está doente, ou por doenças crônico-degenerativas, como diabetes e a hipertensão, que vão lesando lentamente o músculo do coração. Temos também algumas doenças regionais, como a doença de Chagas&#8221;, complementa o médico.</p></blockquote>
<p>Em decorrência, &#8220;o coração não consegue fazer o trabalho adequado de receber o sangue e bombeá-lo, para levar o sangue para diferentes tecidos do corpo&#8221;. Neste momento é que começam os sintomas, explica o médico.</p>
<p>Portanto, a insuficiência pode ser a primeira manifestação de diversas doenças graves. &#8220;O paciente pode ter múltiplas internações hospitalares, porque ele descompensa e tem um risco de mortalidade de 30% a 50% ao longo de 5 anos&#8221;, alerta Marcus Simões.</p>
<p>O diagnóstico é feito principalmente a partir do exame clínico do médico, confirmado por exames simples. &#8220;Para obter uma diferenciação e fechar o diagnóstico, a gente pode lançar mão do raio-x de tórax, ecocardiograma, ultrasson do coração e exames de sangue, com biomarcadores.&#8221;</p>
<p>Além disso, a insuficiência cardíaca pode ser controlada com remédios.Os principais medicamentos são distribuídos pelo Sistema Único de Saúde. No entanto, quando os pacientes não seguem o tratamento, podem desenvolver um quadro agudo, que geralmente exige internação.</p>
<p>De acordo com a SBC, cerca de 1/4 dos casos de descompensação ocorrem pela interrupção do tratamento. A piora do quadro também pode ser causada por infecções, arritmias, hipertensão, infarto e miocardite.</p>
<p>Outra medida essencial para o controle da doença é a reabilitação física: &#8220;Tanto o coração quanto a musculatura esquelética precisam de atividade física. A ideia é aliviar os sintomas, tratar a insuficiência cardíaca, tratar a doença de base que levou à insuficiência, para permitir que o paciente faça exercícios graduados e progressivos, para reassumir sua qualidade de vida.&#8221;</p>
<p>Essas orientações devem constar na nova diretriz brasileira para o tratamento da insuficiência cardíaca, que será lançada em outubro.</p>
<p>O documento vai reunir as evidências científicas mais atuais para orientar a prática clínica dos médicos do país e será apresentado durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, no Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
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